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A prótese dentária na promoção da saúde, bem-estar e na reinserção social de quem já não tem mais dentes

O progresso contínuo da Odontologia tem propiciado novas alternativas para a manutenção da saúde bucal. Nos últimos anos, os tratamentos tornaram-se ainda mais diversos, e novas tecnologias foram incorporadas à rotina do cirurgião-dentista. Essas práticas têm contribuído para a promoção de resultados mais efetivos na oferta de bem-estar aos pacientes, sobretudo por meio da reabilitação com próteses dentárias.

Temos pacientes com ausência de um dente, de vários dentes e, em casos mais sérios, temos aqueles que não possuem nenhum dos dentes. Para cada situação há um tratamento mais indicado. Entre as alternativas mais convencionais, estão:

  • Próteses fixas, que são cimentadas sobre os dentes vizinhos ao dente perdido; 
  • Próteses removíveis, que ficam apoiadas sobre os demais dentes remanescentes;
  • Próteses totais, que recompõem todo o arco dentário perdido, suportada pela fibromucosa que reveste o tecido ósseo. 

Nas últimas décadas, surgiram também os implantes e as próteses sobre implantes, que vieram dar novas alternativas aos tratamentos protéticos.

 

Como a odontologia digital tem aprimorado tratamentos reabilitadores 

Podemos citar que todos esses tratamentos foram aperfeiçoados com o surgimento de novas ferramentas tecnológicas. Atualmente, é possível fazer imagens da boca do paciente por meio do escaneamento. Com isso, avançamos na precisão do planejamento virtual, não apenas de casos cirúrgicos para implantes, mas também mapeando através do uso de imagem os dentes e as áreas que irão receber as próteses, possibilitando a construção das próteses sobre modelos adquiridos de forma virtual. 

Além disso, os softwares disponíveis permitem que as próteses sejam esculpidas em diversos materiais, inclusive em placas cerâmicas. Todas as opções são resistentes e esteticamente agradáveis.

Contudo, alguns obstáculos ainda tornam a odontologia no Brasil seletiva aos moradores de grandes centros. É necessário estimular a difusão do cirurgião-dentista e do técnico em prótese dentária e auxiliares para localidades mais remotas, promovendo assim, mais assistência para a população desdentada. 

 

O que os números dizem sobre a demanda de prótese odontológica

Observando os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nota-se o tamanho do desafio na prevenção da perda dentária pela população adulta e idosa. Os dados mostram que cerca de 11% da população não possui nenhum dente na boca. Quase metade das pessoas com mais de 60 anos, 41,5%, já perdeu todos os dentes.

Além da perda dentária fazer parte do próprio envelhecimento, o idoso de hoje não se beneficiou da água fluoretada que passou por regulamentação na década 1970, fator que favoreceu as gerações seguintes. 

Também é importante lembrar que somos um dos países que mais formam cirurgiões-dentistas no mundo. Aumentar o acesso da população ao atendimento odontológico, sobretudo com a utilização da prótese dentária, é uma necessidade. É de fundamental importância que isso seja observado em programas nas esferas públicas municipais, estaduais e mesmo federal. Assim, toda a cadeia de atenção à saúde bucal estará disponível para a população, promovendo o bem-estar dessas pessoas.

O bem-estar além da estética

Há muito tempo a prótese dentária deixou de ser uma opção apenas estética, passando, principalmente, a oferecer a reabilitação das pessoas nas funções mastigatórias, necessárias para a saúde global do organismo e, permitindo, também, o seu convívio e sua aceitação social de forma mais integrativa. 

Importante reforçar que o bem-estar deve considerar os aspectos psicossociais do indivíduo que, com sua dentição restabelecida, é reinserido socialmente, inclusive, abrindo oportunidades de emprego para muitos. 

Os avanços da Odontologia, assim como toda descoberta científica, são gradativos. Mas devemos contribuir para que esses tratamentos sejam escaláveis também territorialmente, e que estejam o mais breve possível disponíveis a todos. Como diz o ditado: “um sorriso abre muitas portas”. 

 

Rogério Adib Kairalla é cirurgião-dentista especializado em Prótese Dentária e secretário do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)


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CRO-SP Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Hoje, o CROSP conta com mais de 145 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária.

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