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Técnico em prótese dentária fala sobre referências no mercado protético

As referências podem definir o seu sucesso. Quais são as suas?

Queremos fazer um convite a todos os leitores. Um convite a visitar as memórias de quando iniciou sua trajetória com a prótese dentária. Pense no seu progresso e responda a si mesmo: qual foi seu maior apoio e influência para chegar onde está hoje? Cada profissional tem sua história para contar e, sem dúvidas, todos têm algo em comum: carregam referências que os inspiram.

Por isso, representando nossos alunos e sócios, nesta matéria vamos contar a história do TPD Atilio Caçalli. Aos 50 anos de idade, ele tem uma trajetória de 30 anos com a APDESPBR e o legado de diferentes profissionais como referência em sua carreira. Hoje, Atilio constrói o sucesso de seu próprio laboratório de prótese dentária. Vamos juntos explorar a importância das influências na profissão? Acompanhe!

“O sucesso é uma estrada que está sempre em construção”

É assim que o TPD Atilio Caçalli enxerga sua trajetória na prótese odontológica, que teve início há 32 anos, quando ainda era adolescente. “Eu acredito que o sucesso é uma estrada que está sempre em construção, não é sobre a chegada, é sobre o caminho”, diz ele.

 

Para muitos protéticos dentários, o início na profissão não é algo planejado. Para Atilio também não foi. Seu interesse pelo mercado da prótese iniciou quando, aos 17 anos, teve a oportunidade de trabalhar como Office Boy em um laboratório de prótese dentária em Guarulhos. Desistindo do emprego na farmácia em que trabalhava, resolveu embarcar em uma jornada até então desconhecida, e descobriu o universo pelo qual se apaixonou.

Atilio em seu próprio laboratório de prótese

Com o passar do tempo, o laboratório de prótese passou por mudanças na gestão. Com isso, o dono convidou Atilio a deixar o cargo de Office Boy e tornar-se auxiliar de prótese.

“Meu primeiro contato com a APDESPBR foi em 1991. Esse meu patrão apostava em mim, e na época apareceu a associação, que era uma coisa nova pra gente. Existiam vários cursos de especializações separados, e a APDESPBR veio para juntar todos em um local só, o que foi maravilhoso pra gente. Então, ele me levou para fazer um curso, que era integrado pelo professor Luiz Kiyan, o professor Osmar Kiyan, o Toshio Ehara e o Messias Lisboa. Cada um dava uma especialidade para montar uma ponte fixa de três elementos. E foi show de bola, integrou uma fase”, lembrou Atilio.

 

A mudança de perspectiva sobre a profissão ao longo dos anos

Desde então, essa união permanece. O TPD também relembrou o cenário da profissão antes de seu contato com a associação: 

Referências em prótese odontológica
Trabalho realizado por Atilio

“Ficávamos chateados porque dava a impressão de que a prótese dentária era aquele trabalho complementar ao do dentista. Hoje em dia, a gente vê que não é só complementar, é um trabalho de união. Então, a maior satisfação que eu tenho é saber disso: que a nossa prótese dentária brasileira está entre as melhores do mundo e também está na vanguarda de equipamentos e técnicas. Isso é uma satisfação muito grande”.

E é por isso que a representatividade é tão importante. Boas referências movem profissionais e transformam o olhar para a carreira. Portanto, seguir bons exemplos na profissão e na vida pode definir o seu sucesso, como bem coloca nosso entrevistado.

“Você é a média das 5 pessoas com que mais convive. Então, a gente tem que ter como modelo as pessoas de sucesso. Pegar as partes que a gente acha bacana dos moldes dessas pessoas e usar nas nossas vidas para tudo” (Atilio Caçalli)

Quantos técnicos existem em você? Carreiras são motivadas por referências.

“Eu me considero um protético Frankenstein, tenho um pedaço de milhares de técnicos” (Atilio Caçalli)

Então, é assim que os conhecimentos e habilidades técnicas são moldados: com pequenos pedaços de aprendizado carregados de diferentes lugares. Para Atilio, esses aprendizados surgiram com o legado de diferentes profissionais.

Em seus 32 anos de carreira, construiu seus conhecimentos por meio de cursos ministrados por nomes como Rodrigo Monsano, Frederico Gomes, Dr. Paulo Kano, Munenobu Oshiro, Rogério de Moraes, Lucimara Sertório, Vinicius Kiyan, Luiz Kyian e diversos outros. Para ele, essa participação foi definitiva em sua carreira.

Nesse sentido, Atilio Caçalli explora amplamente seus benefícios como associado. Grande parte dos cursos foram realizados na sede da entidade, em São Paulo. Um exemplo de profissional que acompanha o fluxo do mercado e sua necessidade de atualização. O último curso realizado foi recente, de tecnologia digital, turma que sua filha também integrou.  

“Fiz vários cursos, muita coisa boa, muita expectativa atendida, principalmente. Eu considero que a APDESPBR é a precursora, a mola mestra da minha profissão. Se eu estou até hoje apaixonado por essa profissão, é muito por conta da associação”, finaliza Atilio.

Referências no mercado da prótese odontológica
Atilio Caçalli em seu próprio laboratório de prótese

Do analógico ao digital – sua referência à segunda geração

As referências que Atilio conquistou ao longo de sua carreira possibilitaram que hoje ele seja a referência. Sua filha Mariana Caçalli, de 24 anos, está há 5 anos no mercado da prótese odontológica e considera o pai seu maior mentor.

“Demorou até eu me interessar de verdade pela prótese, mas depois que eu comecei no curso de TPD no Senac, eu fiquei encantada. Já são 5 anos trabalhando e aprendendo bastante com meu pai. Agora não me vejo tendo outra profissão. Para mim, é o máximo poder fazer o que eu gosto e ter meu pai como mentor”, diz ela.

Ver a filha tornando-se protética não estava nos planos de Atilio, mas essa escolha foi, sem dúvida, muito bem recebida. “Nunca obriguei ela a fazer prótese ou fazer odontologia, nada disso. Ela optou por fazer inglês, optou por fazer informática, administração, e eu fui dando corda da melhor forma que eu podia. Até o dia que ela perguntou se eu poderia ajudar ela a ingressar na prótese. Hoje ela é minha assistente principal no laboratório.”

Referências no mercado protético
Mariana Caçalli, filha de Atilio, é uma das principais assistentes no laboratório

Então, a trajetória de Atilio terá continuidade ainda na próxima geração de sua família. Apesar das diferenças do mercado protético de sua época para o de atualmente, há algo que permanece igual: a paixão pela profissão construída por boas referências.

A transformação do mercado da prótese nesses 30 anos, por Atilio Caçalli

Quem está há anos no mercado sabe como a tecnologia digital proporcionou grandes mudanças aos laboratórios de prótese dentária. Atilio iniciou a carreira em uma época onde os processos eram analógicos. Entretanto, vive hoje com as vantagens da tecnologia digital, e acompanha esses passos com a ajuda da filha, que é especializada em CAD.

“A questão da tecnologia digital ficou muito evidente, então, quem não tiver progredindo, está morrendo, está quebrando o laboratório. Por isso, o técnico tem que estar atrás dessas tecnologias, e ter garra, quociente emocional e se preparar para ser um líder. Mesmo que você trabalhe para outra pessoa, você está sempre trabalhando para si mesmo.” (Atilio Caçalli)

Junto a essa evolução, vemos também uma mudança nos objetivos dos pacientes. Enquanto antigamente os tratamentos odontológicos tinham principalmente a finalidade de entregar funcionalidade, hoje a estética tem sido também uma grande preocupação.

“O mercado hoje é muito diferente. Antigamente, falava-se muito em prótese total, prótese removível, coisa bem manufaturada mesmo, de bastante mão de obra e pouca rentabilidade. Hoje em dia você vê que começou forte a questão dos implantes, a parte estética, as facetas, lentes de contato”, analisou Atilio.

E esse cenário continuará em constante mudança. Portanto, manter-se atento e apostar em profissionais referência é essencial para estar atualizado no mercado da prótese odontológica brasileira. 

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Redação Canal da Prótrese

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