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Casal Vieira: encontro e união graças ao Congresso APDESPbr

O congresso bienal organizado pela APDESPbr é um cenário de amplos conhecimentos, exposição comercial e também de encontros. Costumamos descrever por aqui as possibilidades de networking, rever amigos e fazer novos. Porém, esta história revela um encontro diferente: o do Claudio, de São Paulo, com a Karen, de Minas Gerais. Dois TPDs que, ao cruzarem seus olhares pelos corredores de uma das edições do Congresso APDESPbr, transformaram suas vidas. Os dois se conheceram, se apaixonaram, casaram e construíram uma família após a participação no evento. Um grande amor que superou as barreiras da distância e segue fortalecido também através da prótese dentária.

Toda a história do casal Vieira começou em 2001, durante o congresso organizado pela APDESPbr. Na época, Karen era estudante do quarto período do curso Técnico em Prótese Dentária. Ela fazia estágio em um laboratório de Belo Horizonte e o técnico a convidou para ir ao congresso. “Aceitei! Para conhecer esse mundo da prótese, no qual, na verdade, eu conhecia muito pouco.” O Claudio já era formado, tinha laboratório e até mantinha um consultório de odontologia em sociedade com outros dentistas. “O congresso pra mim sempre foi uma rotina. Quando tem, eu vou, participo e quero saber das novidades. E nesse, já formado e com o meu próprio laboratório, foi quando a gente se conheceu.”

O encontro do casal no Congresso APDESPbr

Assim, o encontro se deu a partir de uma brincadeira dos amigos de Claudio, na exposição comercial. Eles não se conheciam, sequer haviam se visto antes. “Naquele dia, como em todo congresso, a gente tava dando uma olhada nos estandes e eu vi a Karen, de longe. Aliás, quem viu foi um colega meu, que apontou para um grupo de meninas adiante. Quando olhei, a Karen foi quem me chamou atenção. E, em tom de brincadeira, ele me desafiou a ir até ela, me apresentar e conversar. Aceitei o desafio.”

Claudio relembra que não estava certo de que faria o que o amigo sugeriu. “Mas, eu fui! Me aproximei, puxei um assunto sobre os instrumentais que ela estava vendo na mesa e ali rolou o primeiro papo. Depois a chamei para conversar e confesso que eu fiquei galanteando e fazendo perguntas. De fato, ela me deu uma certa atenção, mas demorou um tempo pra aceitar a minha conversa.”

O casal, ao centro, em formação na APDESPbr, anos após encontro no congresso. À esquerda, o coordenador de cursos, Munenobu Oshiro, e à direta, a professora Daniella Floriano. Foto: Acervo pessoal

A abordagem nos corredores

Karen conta que Claudio falava bastante, enquanto ela era muito tímida. “A gente foi conversando durante a tarde toda, mas sem chamegos! Conversamos bastante e ficou aquele encanto.”

Corredores da exposição comercial, onde o casal se conheceu.Foto: Arquivo APDESPbr

Após o primeiro contato, Claudio recorda que convidou Karen para jantar, na mesma noite. “Foi no primeiro dia de congresso e a gente se conheceu melhor. Aconteceu, claro, o primeiro beijo. Mas, até então, não sabíamos o que viria depois. No dia seguinte, também nos encontramos no congresso, ficamos juntos, acompanhamos as atividades da programação e conversamos ainda mais.”

Karen estava concluindo o curso técnico em prótese dentária e convidou o Claudio para a sua formatura. Descontraída, ela narra que não acreditou muito no estabelecimento de qualquer relação com ele. “Depois do congresso a gente acabou trocando os contatos. Na época ele já estava com o Laboratório Vieira montado, trabalhando. E eu pensei: ‘Ah, não vai rolar nada!’ Mas, por educação, né?! Eu estava me formando e acabei o convidando. E ele respondeu que iria, mas não coloquei muita fé.”

O início do namoro

Assim, de volta às suas rotinas, o casal começou a se falar constantemente. No entanto, São Paulo, onde o Claudio vivia, fica a quase 600 quilômetros de distância de Belo Horizonte, onde a Karen morava. “Naquela época só tinha o telefone. Mas, a gente se falava, praticamente, todos os dias. Nem que fosse rápido! E quando chegou a minha formatura, lá estava ele! Ele foi e, nossa, fiquei muito feliz! Nós ficamos juntos, ele conheceu uma parte da minha família”, conta Karen.

Karen e Claudio no Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP). Foto: Acervo pessoal

Apesar da distância, um se mantinha presente na vida do outro. “Depois continuamos nos encontrando por alguns meses, uma vez por mês. Era muito difícil! Nos víamos muito pouco, mas era o que conseguíamos. Fomos nos conhecendo e ficamos um bom tempo dessa forma”, relembra Claudio.

A relação até então indefinida se transformou em um namoro à distância. Claudio recorda que nesse período sofreu um acidente de carro, que aproximou ainda mais o casal. Assim, ele passou a visitar mais a Karen. O namoro à distância durou quase dois anos, em visitas aos finais de semana e feriados prolongados. “Passamos o final do ano de 2002 juntos. Foi aí que a gente realmente começou a namorar certinho”, diz Claudio.

Um conto de fadas

O pedido de casamento não tardou a acontecer. Ainda em 2002, o casal passou as férias em família, no sul da Bahia. De acordo com Claudio, foi como um conto de fadas. “Levei Karen para passear num parque de diversões. E o pedido foi onde, amor?!” E Karen responde, sorrindo: “Na roda gigante!” Claudio continua: “Combinei com o cara e pedi para que ele nos parasse lá em cima. Expliquei que era porque eu iria pedi-la em casamento lá no alto! Subimos e, no momento certo, fiz o pedido. E ela aceitou! Foi na roda gigante que a gente começou realmente a decidir o nosso futuro.”

“Todo mundo falava que ia dar errado! Ninguém acreditava! E foi surpresa para todos quando falamos em casar. Àquela altura, a gente só queria ficar junto!”, relata Karen.

O casamento do casal Vieira. Foto: Acervo pessoal

Por outro lado, Claudio acredita que a diferença de idade entre os dois pesou no julgamento de quem via a relação de fora. “Era complicado, porque ela tinha 20 anos e eu, mais velho, 33. Diziam que a maturidade dela era diferente da minha. Mas ela era uma mulher que enxergava as coisas da vida de acordo com o que eu imaginava. No começo do namoro eu ainda brincava com ela dizendo que nós seríamos donos do laboratório juntos.”

A força do sentimento

Mesmo para eles, a forma como a história aconteceu foi surpreendente. Porém, o compromisso firmado entre os dois e os laços de união foram decisivos. “Isso porque é algo muito forte você conhecer uma pessoa que diz querer casar, morar junto e mudar a vida com você. Porque a Karen saiu da cidade dela, do bairro onde cresceu. Deixou aos amigos, a família, e mudou pra São Paulo para viver uma vida comigo. Era uma situação que tinha tudo pra dar errado e deu certo. Ainda bem!”, analisa Claudio.

“Hoje a gente dá risada, é até engraçado. Passa um filme na nossa cabeça. De fato, não foi fácil. Mas, estamos aqui e conseguimos!”, celebra Karen. “Às vezes, nem a gente acredita. Muita coisa nos aconteceu em menos de dois anos, foi muito rápido! Nos conhecemos em outubro de 2001, noivamos em maio de 2003 e, em setembro de 2003, casamos”, completa Claudio.

Casal unido pelo amor e pela prótese

Depois de casados, unificar o lado profissional foi algo natural. O Laboratório Vieira já estava estabelecido. Claudio optou por vender a sua parte do consultório odontológico e Karen chegou para juntos administrarem o negócio. “Combinei com a Karen de separarmos o pessoal do profissional durante o horário em que estivéssemos trabalhando. Claro que nunca vamos deixar de ser marido e mulher, técnico e técnica. Por muitas vezes existe discussão por termos pontos de vista diferentes. Mas trocamos experiências, descobrimos novas formas de fazer os trabalhos e temos um resultado ainda melhor. Nem sempre dá certo, a gente fica, às vezes, um de cara virada. Mas a gente sempre se entende, de um jeito ou de outro”, esclarece Claudio.

O laboratório do casal fica no bairro Morumbi, em São Paulo, e atende a diversas demandas. Segundo Claudio, eles confeccionam todos os tipos de prótese, tanto totais, quanto parciais e removíveis. Além de trabalharem com uma gama de materiais como, por exemplo, polímero e poliamida.

Karen, cuidando da rotina do Laboratório Vieira. Foto: Arquivo pessoal

A escolha profissional

Karen chegou até a prótese dentária por intermédio de uma amiga. Até então ela nem sabia do que se tratava. “Ela me explicou qual era o trabalho do técnico em prótese dentária. Como eu tinha acabado de concluir o ensino médio e estava procurando alguma coisa pra fazer, fui conhecer. Aos pouquinhos fui entendendo, até que surgiu a oportunidade de ir ao congresso.”

A relação do Claudio com a profissão já é mais antiga. “Comecei como office boy, com 14 anos. Também cheguei até a prótese através de um conhecido que precisava de alguém para levar os trabalhos aos dentistas. Então eu tive contato com a prótese dentária. Trabalhei durante 4 anos, mais ou menos, como motoboy. Depois fui pro gesso, aprendi a fazer inclusão e essas coisas todas da área. Ao servir o exército, me afastei da profissão. Com 20 anos vim pra São Paulo fazer faculdade, me formei e arrumei um emprego na prótese. Realmente tinha amor pela profissão. Gosto de prótese, leio prótese, estudo prótese, vejo vídeos e vivo prótese 24 horas por dia. Amo a profissão que tenho.”

Juntos com Eric Padovani, em certificação de aperfeiçoamento. Foto: Acervo pessoal

A família

Atualmente o relacionamento do casal Vieira já totaliza 16 anos de casamento. A filha Sophia, de 13 anos, é o resultado de toda a história. E Claudio não economiza elogios. “A nossa filha é uma menina maravilhosa. Praticamente ela nasceu no laboratório. Ia pra escola e na volta vinha pro laboratório. Ela vive dentro do laboratório, está com a gente o tempo todo. Quando não está no computador, está mexendo nos instrumentais, na cera, tendo contato com o mundo da prótese.”

“Ela está com a gente também em todos os eventos possíveis, cursos, palestras na APDESPbr, quando ela pode, vai com a gente até mesmo nos congressos. Talvez, futuramente, a Sophia também venha para a área odontológica. Vamos deixá-la decidir. A gente não gosta muito de pressionar, mas às vezes ela fala que vai fazer odontologia”, completa Karen.

Congresso APDESPbr: onde tudo começou

Como contamos no início do texto, foi em um congresso APDESPbr onde toda a história do casal Vieira começou a se construir. Para eles, o evento não só é um celeiro de conhecimento e inovação, como também uma forma de revisitar a sua própria trajetória. “É um evento que soma muito! A gente vai em busca de conhecimento, de equipamentos, materiais, encontrar com as pessoas, bater papo com os amigos de outros estados. Mas sempre se remete a 2001. A 16ª edição foi exatamente no mesmo local onde a gente se conheceu. Entramos, olhamos o lugar e lembramos que foi ali que nos conhecemos, que começamos a nossa história. E hoje, após 16 anos de casados, vamos ao congresso do mesmo jeito, mas ficou esse sentimento.”

Para Karen, falar da passagem pelos congressos APDESPbr “é um carinho. Além de ser parte da nossa profissão, é gostoso poder lembrar que foi ali onde tudo começou. E retornamos sempre, em todas as edições, desde 2001. Estamos sempre lá, sempre buscando conhecimento e conhecendo pessoas novas.”

Claudio e Karen na edição 2019 do Congresso APDESPbr. Foto: Acervo pessoal

“Muitos devem ter se conhecido através dos congressos. A nossa história foi além, a gente acabou casando e tendo a nossa filha, trabalhamos juntos, temos o laboratório juntos. Então a nossa história foi formada dentro da prótese e vivida dentro da prótese. A gente deve tudo a isso à prótese dentária e ao congresso. A esse evento que pode trazer tanta coisa diferente e nos uniu. A gente se sente muito feliz em saber que participamos de tudo isso até hoje.”

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Redação Canal da Prótrese

2comentários

  • Que história linda parabéns ao casal, Eu sempre digo aos colegas aqui de Brasília que este congresso e imperdível eu tive o previlegio de participar de todos e este ano tive a alegria de estar aí com meus dois filhos que também são técnicos e se Deus quiser estarei com meus dois filhos e meus dois netos que já estão começando a aprender comigo no laboratório, e digo mais mesmo depois quarenta e nove anos de profissão temos sempre algo novo a aprender e o congresso é ideal para trocar conhecimento com outros colegas.

    • Que legal José!!! Adoramos saber as histórias lindas que acontecem nesses dias de evento, e é realmente emocionante poder estar esses dias de aprendizado com os filhos que seguem o mesmo caminho. Esperamos poder fazer parte da história dos seus netos também!