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Crie seu próprio banco de imagens para estudo de gengiva e arranjos naturais [#dica]

Reabilitação dentogengival: mais do que dente e gengiva, como estudar? Você já pensou em criar o seu próprio banco de imagens para estudo de gengiva e arranjos naturais? – Pois bem, neste texto essa é a dica para que seus trabalhos com próteses dentogengivais ganhem mais naturalidade. Acompanhe.

Se você confecciona próteses dentárias precisa entender o meio onde elas estão inseridas. Já parou para pensar que as reabilitações dentogengivais não repõe apenas dentes e gengivas? Existe toda uma estrutura que precisa ser reconstruída e aí é que os trabalhos começam a se diferenciar. Promover maior naturalidade em uma reabilitação oral é o sonho de todo protético, cirurgião-dentista e principalmente, de todo paciente! Então presta atenção nesta dica.

As próteses dentárias são parte do corpo humano, composto de estruturas complexas. Então, devolver ou melhorar a função e a estética oral de um paciente é devolver também parte da estrutura perdia. Essa estrutura compreende outros tecidos e composições mais profundas, por isso é necessário muito estudo.

 

Neste contexto é necessário que o(a) técnico(a) em prótese dentária compreenda que seu estudo envolve mais do que dentes. O estudo comumente aplicado ao técnico dental sobre a anatomia durante muito tempo se ateve à forma do dente. Porém para atender à qualidade requerida hoje é necessário um estudo mais aprofundado das estruturas que envolvem os trabalhos para repor ou reparar partes da cavidade oral dos pacientes.

O estudo anatômico, por sua vez, requer que o estudante compreenda as diferenças naturais entre os indivíduos, que os caracterizam. E passem a planejar peças protéticas que imprimam um toque personalizado em suas criações. Não queremos padronizar os sorrisos, mas entregar algo muito próximo ao natural, certo?

 

Neste texto nos atemos na reprodução da naturalidade das gengivas inseridas em próteses dentais. Todo o desenho da gengiva deve ser estudado e analisado para se ter em mente a harmonia a ser reproduzida. Algumas regiões da gengiva apresentam rugosidade, outras são lisas. Há regiões da gengiva que fazem contato com o dente, há área de gengiva livre. Existe toda uma espessura recriada para o devido preenchimento e coloração mais adequada, de acordo com a maior presença óssea ou tecido mole.

As papilas interdentais, a área de zênite, a gengiva inserida, a gengiva livre, a mucosa alveolar. Todas essas terminologias que fazem parte do estudo da anatomia da gengiva humana precisam estar na mente dos tpds em suas criações de uma prótese dentogengival.

Como então estudar modelos de gengivas e estruturas de reposição para as próteses dentogengivais? Você acha que faz sentido estudar prótese para criar próteses? Não seria ideal estudar a anatomia humana, suas diferenças e peculiaridades para passar a criar com mais naturalidade suas peças protéticas?

O técnico em prótese dentária Éric Padovani revelou uma dica muito boa para você que, como ele, pretende entregar trabalhos protéticos diferenciados. Em determinado momento de sua carreira o técnico começou a achar que seus trabalhos estavam saindo padronizados demais. Decidiu que deveria estudar mais a anatomia para se inspirar com a própria natureza. Foi aí que teve a ideia que compartilhou com a gente.

Crie o seu próprio banco de modelos para estudar as gengivas de pessoas diferentes e ter inspiração para criar. Muitos laboratórios produzem placas para clareamento. E paciente que faz clareamento normalmente é paciente jovem, com a estrutura bonita. Então, guarda aquele modelo para você. Ou vaza um segundo modelo para você e tenha seu banco de imagens para estudo de gengiva e arranjos diferentes. [#dica]

Por que que as próteses dentogengivais muitas vezes ficam feias? Porque a espessura que está lá atrás, na composição do volume, não é composta apenas de dente e gengiva – aquilo que comumente recriamos em peças de prótese dental. Há mais que precisa ser estudado. Além disso, a espessura gengival, normalmente de 2 a 3 mm é um detalhe muito importante de ser observado na hora de reproduzir essa naturalidade nas peças dentogengivais.

Ainda sobre a naturalidade na reprodução da gengiva, Éric Padivani acrescenta: “A gente precisa estudar melhor a parte de dentro para poder reproduzir melhor a parte de fora. Estudar o que é natural para reproduzir naturalidade.”

Esse conteúdo foi extraído de uma transmissão ao vivo em nosso perfil do Instagram no comando do diretor APDESPBR Kenji Yokoyama.

Sobre o estudo da anatomia dental foi citado ainda o diferencial proporcionado pelo acesso à teleradiografia do paciente. Compreender a composição e angulação óssea é de suma importância para a realização de próteses dentais mais naturais. Em relação a isso Kenji ainda acrescenta a importância de saber o eixo do dente no momento de planejar o arranjo dental. “Se você consegue ver que a raiz está sobrepondo uma a outra, por exemplo, a posição da tua coroa está errada.”  Claro que o acesso a estes exames vai depender da devida integração clínica-laboratorial, então, esteja atento(a) a isso se deseja crescer profissionalmente.

Essa dupla acrescentou muito à audiência desse bate-papo. Esse vídeo esteve disponível por algum tempo em nosso Telegram. Agora ele e todas as outras lives gravadas estão disponíveis aos associados APDESPBR em sua nova plataforma digital para cursos online e conteúdos afins. Para saber mais sobre a associação, acesse a página.

Acompanhe as nossas publicações por aqui e em nossas redes. Até a próxima dica. 😉

 

Leia também esta matéria com Éric Padovani: Protocolo Cerâmico Dentogengival é uma evolução no tratamento convencional de implante

Redação Canal da Prótrese

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