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Dentogengival e a reabilitação oral além da prótese

Dentogengival e a reabilitação oral além da prótese

Acessível, diferenciada e cada vez mais reconhecida, a prótese dentogengival cumpre a importante função de proporcionar a completa reabilitação oral de pacientes. Com a proposta de entregar estética e funcionalidade não só dos dentes, mas também das gengivas, essas próteses têm aumentado a demanda de laboratórios de prótese dentária e conquistado os olhos daqueles que buscam um tratamento reabilitador completo.

Mas, por que é possível dizer que essas próteses são acessíveis e diferenciadas? Quem esclarece essa questão é o cirurgião-dentista e técnico em prótese dentária especializado na confecção de próteses dentogengivais, Éric Padovani: 

“Qualquer pessoa que aplica cerâmica e faz metal consegue fazer uma prótese dentogengival. É acessível porque o material utilizado (cerâmica e metal) é barato, e é diferenciado porque você sabe que quem consegue fazer uma prótese dentogengival bem feita, bem acabada e bem elaborada, tem um diferencial no mercado.” (Éric Padovani)

E para entregar uma prótese dentogengival com todas essas características, existem alguns aspectos que não podem ser deixados de lado. Nesta matéria, apresentaremos esses pontos, comentados por Éric Padovani na aula transmitida ao vivo para associados da APDESPBR, e mostraremos como você pode ser um profissional diferenciado trabalhando com próteses dentogengivais.

O que é preciso entender antes de confeccionar uma dentogengival?

Em uma reconstrução dentogengival, o que vai diferenciar um bom trabalho é a forma com que o TPD analisa o paciente. De acordo com Padovani, essa análise precisa ser feita de dentro para fora. Isso significa entender de volume ósseo dentogengival, suporte labial, inclinação dental, curva do sorriso e, por fim, a morfologia dental e gengival.

Para mostrar a importância de analisar o paciente por dentro, o TPD fez uma pesquisa reunindo uma série de fotografias de crânios e peças anatômicas, as quais utilizou para estudar e fundamentar como a estrutura interna pode influenciar nos resultados da reabilitação oral.

Neste sentido, uma dica de Padovani para que um profissional consiga diferenciar-se trabalhando com próteses dentogengivais é estar em constante busca por conhecimento. Apesar de nem todos terem a oportunidade de desenvolver um material fotográfico como o TPD, ele aconselha que a internet é uma grande facilitadora nesse tipo de pesquisa. Afinal, é sempre possível conseguir radiografias nos sites de pesquisa e utilizá-las para estudar o corpo humano.

 

Radiografia utilizada no desenvolvimento de uma prótese dentogengival
Radiografia utilizada para análise do paciente

Utilizando a radiografia acima como exemplo, Padovani explicou algumas informações que podem ser adquiridas nesse tipo de imagem e que fazem toda a diferença na confecção de próteses dentogengivais.

Neste caso, a testa do paciente é reta, o que indica que ele provavelmente é do sexo masculino. Além disso, é possível analisar a angulação da parte óssea e a posição da coluna vertebral. Segundo o TPD, uma coluna vertebral reta significa que não há disfunções de postura, o que influencia diretamente na mordida do paciente.

“Entender como somos por dentro é fundamental para ter uma base na hora de fazer uma prótese dentogengival.” (Éric Padovani)

A análise de dentro para fora – o segredo da dentogengival

Para sintetizar ainda mais essa importância, Padovani deu um outro exemplo onde é possível analisar pontos importantes sobre o paciente. Veja a foto abaixo:

Estrutura do corpo influencia na confecção da prótese dentogengival
Radiografia utilizada para analisar a estrutura do paciente

Neste caso, é possível ver que o paciente é um adulto com perdas dentais nos dois lados da parte inferior. A mandíbula, segundo Padovani, adquiriu uma posição diferente, e o lábio inferior já passou o lábio superior. Um outro ponto interessante de analisar é que a posição da mandíbula causou uma curva na coluna.

Entretanto, não é apenas a posição da mandíbula que faz com que a coluna seja afetada. De acordo com o TPD, o peso da nossa cabeça é significativo para a estrutura do corpo. Afinal, do total de peso do nosso corpo, cerca de 15% corresponde à cabeça.

E qual a importância disso para a reabilitação com próteses dentogengivais? De acordo com Padovani, todas essas características precisam ser levadas em consideração porque são importantes na articulação de uma prótese dentogengival bem estruturada. 

E o que é uma prótese dentogengival bem estruturada? 

A prótese dentogengival é conhecida por entregar uma reabilitação oral completa justamente porque abrange toda a região que precisa ser restaurada. Essa região inclui a gengiva e sua estrutura óssea e de tecidos moles, reproduzidas pelos técnicos. Ainda analisando os crânios, Padovani falou sobre como a estrutura óssea tem influência nesse resultado.

Camada óssea que protege o dentes
Camada óssea que protege os dentes

Como vemos na imagem, a camada óssea que protege os dentes é consideravelmente fina. Com o tempo e com a perda da dentição, a tendência é que ela diminua cada vez mais. Por isso, quando o caso é tratado apenas com a restauração dos dentes, mas não da gengiva, o espaço deixado pela perda óssea não é devidamente preenchido.

Os resultados disso, para o paciente, é a dificuldade de adaptar-se tanto estética quanto funcionalmente, já que a falta da gengiva pode afetar a oclusão e o desempenho da reabilitação oral. 

Portanto, uma prótese dentogengival bem estruturada é aquela que entrega harmonia. Que é pensada de dentro para fora, considerando a análise da inclinação dental, do volume ósseo, da dimensão vertical e, claro, da essência do paciente. 

Não depende apenas do TPD!

Esse é, com certeza, um trabalho minucioso, principalmente porque nem sempre um laboratório de prótese dentária tem acesso a todas essas informações. Portanto, para que o trabalho com as dentogengivais tenha um bom resultado, é fundamental que a análise e articulação dos casos seja feita em conjunto com o cirurgião-dentista que está acompanhando o paciente.

Para alguns profissionais, esse aspecto pode parecer complexo, entretanto, pode sim fazer toda a diferença no resultado. Afinal, entender exatamente o que precisa ser feito é mostrar responsabilidade com o tratamento reabilitador que o paciente busca. Além disso, é a melhor forma de dominar o trabalho com excelência, diferenciar-se e, com isso, aumentar a demanda do seu laboratório de prótese dentária.

“É preciso entender o que está sendo feito e conhecer as estruturas que serão reconstruídas, e não só pensar nos dentes. Quem sabe fazer cria demanda em seu laboratório.” (Éric Padovani)

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Redação Canal da Prótrese

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