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Do virtual ao real: postagens nas redes sociais motivaram dentista a se dedicar à prótese dentária

Já faz algum tempo em que as redes sociais deixaram de se pautar unicamente pelo número de curtidas. Afinal, todo o conteúdo compartilhado tende a gerar impacto, de alguma forma, na vida das pessoas. No caso desta história, a repercussão foi mais do que positiva. Isso porque mudou a vida da cirurgiã dentista Lenny Cunha, de Codajás, no Amazonas. Ela não tinha qualquer interesse por prótese dentária até se deparar com as postagens de Munenobu Oshiro. A partir de então, passou a se apaixonar pelo ofício e hoje se dedica à especialização integrada com mestrado em prótese odontológica.

Saí de casa para estudar odontologia, me formei e voltei ao meu município. Fiquei imersa na rotina de dentista, até que que busquei por especialização e conheci o trabalho do Oshiro. Assim, comecei a amar e a me dedicar à prótese dentária. E pude conhecer o quanto a atuação da APDESPbr é maravilhosa.”

A escolha da profissão

Profissional e paciente: a satisfação de ambos os lados. Foto: Arquivo pessoal

Em princípio, o primeiro contato de Lenny com a odontologia foi em um atendimento para extração, aos oito anos de idade.  “Doeu muito! Na saída, eu voltei ao consultório e falei que, quando crescesse, seria dentista para entender o porquê doía tanto extrair um dente. Anos depois descobri que a extração tinha sido feita por um prático. Desde então comecei a amar a Odontologia”, relembra.

Lenny é natural de Codajás, município com um pouco mais de 28 mil habitantes, no interior do Amazonas, no norte do país. Foi a mãe, professora, hoje aposentada, que a introduziu na alfabetização. Toda a sua formação até ensino médio foi em escola pública. E, mesmo diante às dificuldades, distância e esforços necessários para a graduação, ela cumpriu a promessa de se tornar dentista.

“Fui para a capital, Manaus, estudar e me formei em 2011. Desde que retornei para casa comecei a trabalhar pela prefeitura. Sigo no serviço público até hoje, onde sou Coordenadora da Saúde Bucal local. Embora tenha parado de estudar após me formar, há três anos senti a necessidade de voltar. Porque era como se eu estivesse parada no tempo. A gente começa a trabalhar e entra num estado automático de consultório: restaura, limpa, extrai e remove tártaro”, explica. Lenny conta que o estalo aconteceu ao analisar que os amigos da faculdade já eram especialistas enquanto ela estava estagnada. “Comecei a sair da minha área de conforto e fui buscar conhecimento. Assim, me apaixonei pela ortodontia e fiz a especialização, além de cursos de radiologia.”

O encontro com a prótese dentária

Em atendimento odontológico.Foto: Arquivo pessoal

A busca de Lenny por aprimoramento se assemelha muito à missão da APDESPbr na defesa incessante pelo conhecimento e atualização profissional na área odontológica. Tanto diretamente, quanto por meio dos renomados profissionais que representam a entidade. Talvez isso possa explicar a profunda identificação da dentista ao encontrar a associação na internet.

O meu encontro com a prótese dentária foi muito engraçado. Saí da faculdade odiando prótese! Não queria ver prótese nem pra avaliar se tinha um dente faltando. E, como montei o meu consultório, eu senti a necessidade de oferecer esse serviço. Porque onde eu moro as opções disponíveis são bastante limitadas e com materiais já defasados em comparação aos atuais do mercado. Então eu enxerguei essa necessidade de evoluir e buscar novos conhecimentos. Foi quando iniciei a pesquisa sobre a prótese dentária, os profissionais da área, passei a estudar, assistir a vídeos e comecei a gostar. Decidi ir à fundo e, em uma das pesquisas nas redes sociais, encontrei o Oshiro! Me identifiquei muito com o carisma e a generosidade com a qual ele trata as pessoas e transmite os conhecimentos. E passei a segui-lo! (Lenny Cunha)

Obra do destino

Ela recorda que o entusiasmo de Oshiro lhe serviu de inspiração para a descoberta de outros conceitos e fundamentos. E o encontro pessoalmente foi marcante. “Tudo o que ele postava eu estudava, eu ia atrás, eu buscava. Até que, em 2017, fui ao CIOSP, em São Paulo, e o encontrei andando pelos corredores. Parecia que eu já o conhecia há séculos. Quando o vi, chamei pelo nome, fui lá, abracei e me apresentei como seguidora do Amazonas. Esse encontro foi obra do destino!”

O encontro de Lenny e Oshiro, em 2017, no CIOSP. Foto: Arquivo pessoal

Assim, construiu-se uma relação de admiração. Enquanto, de um lado, Lenny estimava a excelência e o posicionamento profissional de Oshiro. Por outro lado, Oshiro reverenciava o esforço e a dedicação de Lenny em cruzar o país para se tornar uma profissional ainda melhor. Só para exemplificar, somente o deslocamento de Codajás até Manaus exige uma viagem que dura cerca de 15 horas, de barco. Além de as outras seis horas de voo do aeroporto de Manaus à São Paulo.

A imersão no universo da prótese dentária

Ainda em 2017, Oshiro convidou Lenny para o Congresso Internacional de Técnicos em Prótese Dentária, organizado pela APDESPbr. “Naquele ano eu não consegui ir e senti um misto de tristeza e frustração. E aí fiquei namorando o congresso, comecei a pesquisar sobre a associação e procurei saber como seria o de 2019. Quando surgiu a primeira divulgação, me programei para participar e pedi estadia à minha irmã que mora em São Paulo!”

Por consequência, as postagens nas redes sociais que chamaram a atenção de Lenny tiveram uma projeção bem real. Além de cirurgiã dentista e ortodontista, neste ano (2019) ela deu início à especialização em prótese dentária. Ao mesmo tempo, passou a cursar também o mestrado integrado na área.

Assim, a 16ª edição do congresso APDESPbr coroou a primeira experiência de Lenny relacionada à prótese dentária.

“Eu fui em busca de novos conhecimentos na prótese – que eu odiava – e conheci vários professores e profissionais maravilhosos. Não só em prótese dentária, mas também em outras áreas da odontologia. E a APDESPbr em si é uma instituição que me encanta muito! Se eu morasse em São Paulo, com certeza eu estaria estudando na APDESPbr.”
Junto ao painel de programação do 16º Congresso APDESPbr. Foto: Arquivo pessoal

Novos horizontes

Vivenciar todas as atrações do congresso APDESPbr abriu novas possibilidades na vida e na carreira de Lenny. “Antes de entrar no pavilhão me emocionei, me senti muito grata por ter tido essa oportunidade. Foi um sonho realizado ter saído de tão longe e estar ali. Quando cheguei, fiquei maravilhada! Na abertura me senti parte da APDESPbr, como se estivesse no lugar certo e no momento certo. Foi muito emocionante assistir como foi o início da associação. Porque vimos o quanto as pessoas lutaram, o quanto todos persistiram, investiram e insistiram. Para então naquele dia estarem apresentando o maior congresso de prótese dentária.”

Eu amei em todos os detalhes! Estava tudo impecável, tanto as palestras, quanto os mestres, a Expolab… aprendi muito e fiquei super feliz. Tive uma experiência a qual não consigo nem descrever como me senti, e ainda me sinto em falar. Foi maravilhoso!

Conexão além da prótese dentária

Afora o compartilhamento de informações e conhecimento, Lenny criou um vínculo ainda mais fundo com a APDESPbr. “Quando vi a postagem do trabalho social com as crianças da creche, fiquei muito tocada. Chorei de felicidade, porque eu sou filha adotiva. Meus pais me adotaram quando eu tinha dois meses de idade. Cheguei em uma canoinha, doente, desnutrida, com dois meses de vida. Meus pais já tinham três filhos com idades muito próximas, mas mesmo assim me aceitaram na família. E eu acompanho o quanto a APDESPbr tem ajudado às crianças carentes. Inclusive, daqui mesmo do Amazonas, eu já ajudei! Como a minha irmã mora em São Paulo, pedi para ela adotar uma criança para auxiliarmos sempre, por meio das ações da APDESPbr.”

Ao lado do TPD e professor, Kenji Yokoyama. Foto: Arquivo pessoal

Além disso, Lenny nutre uma enorme consideração por Oshiro, por ter sido o elo de ligação entre ela, a prótese dentária e a APDESPbr. “Ele é uma pessoa marco na minha vida, que me apresentou outros professores, os quais me permitiram adquirir mais conhecimento também através de suas experiências. O Oshiro me inspirou muito em ser uma excelente profissional na área da prótese, em todos os aspectos, inclusive o pessoal. Porque na prótese você está reabilitando o paciente, você está devolvendo a alegria e a autoestima de uma pessoa. E o Oshiro passa isso pra gente. Seja em incentivos para ajudar ao próximo, confeccionando prótese ou desenvolvendo ações sociais. Além de ele ser essa pessoa sensacional, que transmite uma paz e uma animação que contagia quem está ao lado dele.”

A vivência na prótese dentária

De acordo com Lenny, mesmo a pouca experiência na prótese dentária a permitiu ampliar a sua visão sob a odontologia.

A prótese representa a maior contribuição que já fiz à minha vida e profissão. Sou especialista e amo ortodontia. Porém, a prótese me realizou, digamos assim. Não tenho nem um ano na especialização, mas estou encantada com a área. Pois tem colaborado muito com a minha carreira, em todos os aspectos. Porque poder reabilitar o paciente, que sai do meu consultório em êxtase, me deixa muito feliz.

Lenny em visita às comunidades ribeirinhas da região. Foto: Arquivo pessoal

Ela sustenta uma rotina atribulada, dividida entre o trabalho (em dois expedientes), a família e os estudos. Além do atendimento odontológico na unidade básica de saúde, em Codajás, trabalha em seu consultório particular até às nove horas da noite. Todos os dias, depois de dar atenção ao filho e ao marido, ela se debruça nos estudos. “Três vezes ao mês viajo a Manaus para a especialização em prótese dentária. Em um sábado, parto novamente para o curso de Gestão, Empreendedorismo e Marketing para a Odontologia, com o grande mestre Fernando Trigueiro. Isso porque estou montando um laboratório de prótese dentária, atrás do meu consultório.”

Por entre os rios

Além do trabalho regular na prefeitura, Lenny também presta atendimento, periodicamente, às comunidades ribeirinhas. O serviço ocorre em escala de revezamento, em uma Unidade Básica de Saúde Fluvial – UBSF.

“Nessa unidade básica fluvial tem tudo, igual a uma unidade básica de saúde da cidade. Só que ela sai de Codajás com os profissionais e vai até os ribeirinhos mais distantes do município para prestar assistência. Quando o período da seca é rigoroso, quase não sai porque corre o risco de encalhar. Pois, geralmente o barco atraca no porto do município e quando não conseguimos chegar, os ribeirinhos vêm de canoa até à unidade fluvial para serem atendidos.”

“Em cada município do interior fica uma lancha, um bote com motor na popa, à disposição para casos de emergência. Essa lancha vai até o local da ocorrência e traz esse paciente porque é um pouquinho distante. Para se ter uma ideia, na última viagem, até Murituba, nós saímos à meia noite de Codajás e chegamos lá às sete horas da manhã. Esse é um programa conjunto entre a prefeitura municipal e o estado do Amazonas. É muito gratificante fazer essas viagens. São um pouco cansativas, porém valem a pena!”

Inspiração e paixão

Lenny conta que a prática em relação à prótese odontológica foi escassa durante a formação como dentista. Por isso, se dedica em buscar mais conhecimentos além do que recebe na especialização. “Compro livros, pesquiso na internet, baixo artigos e e-books. Porque é um campo que abrange todas as áreas da odontologia. E eu, que achava ser tão chato e trabalhoso, ruim de fazer, passei a ver o quão prazeroso e gostoso é. Quanto mais a gente faz, mais quer fazer!” E conclui:

Percorri muitos ‘nãos’ desde que eu nasci, inclusive o não da minha mãe biológica. Mas, os meus pais me deram o melhor para eu ser o que sou hoje: uma profissional na área em que sempre sonhei. Houve momentos difíceis em que eu tentei parar no meio do caminho, porém a minha família sempre me incentiva a ir adiante. Assim, me tornei uma apaixonada pela prótese, inspirada pelo Oshiro e pelos profissionais da APDESPbr.”

Acompanhe as atualizações da prótese dentária!

A história de Lenny é uma prova do impacto gerado nas redes sociais com o conteúdo publicado por todos nós. Estejamos mais atentos às motivações diárias de compartilhamento porque elas provocam transformações reais! E que sejam sempre positivas!!

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Redação Canal da Prótrese

1 Comentário

  • Queriiiiida Prof. Dra Lenny Cunha do AMAZONAS ….. Li atentamente seu depoimento e fiquei muiiiiiiito EMOCIONAAADO pela sua linnnnnda HISTÓRIA …LUTAS.. TRAJETÓÓÓÓRIA que acompanho desde CIOSP quando no meio daqueeeela multidão nos Encontramos e ouvi uma voz “Oshiro” Assim nos conheceeeemos e Você me disse ….TE CONHEÇO DO FACEBOOK !!!… Lembra depois continuamos os contatos …suas ESPECIALIZAÇÕES … CONGRESSO APDESP e até hoooooje tenho Privilééégio e Orguuuuulho de participarrrr da sua vida Profissional … e PARABENIZO pois venceu toooodas DIFICULDADES porém Magistralmennnnnte tooooodas VENCIDAS …e com certeeeeeza sua linnnnnda História de Vida… seguramente servirá de grannnnnde Exemplo aos Jovens Dentista e Técnicos que estão iniciando na área Odontológica…E sabes que torço muito… muiiiiiiito por Você para seu sempre…semmmmpre Suceeeeeesso Pessoal e Profissional exercendo a verdadeeeeeira ODONTOLOGIA HUMANIZADA que tanto sonho ao queriiiiido povo da região da AMAZÔNIA Abraaaaaço especiallll cheeeeeeio de PAZZZZZZZ Att Prof Oshiro/APDESP