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Entenda a relevância dos dentes provisórios na reabilitação oral

A reabilitação oral completa envolve diversas fases, que abrange desde a preparação até a adaptação dos pacientes à peça protética. Dentro desse processo, estão os provisórios – uma etapa que não costuma ser muito reconhecida, mas tem papel significativo no resultado final. Principalmente ao preparar o espaço onde a prótese definitiva será instalada. Ao longo deste conteúdo iremos explorar a definição dessa peça, sua relação com a tecnologia digital e de quais formas é possível se aperfeiçoar nesse tipo confecção.

Provisórios: definição e características

Foto: Arquivo pessoal Daniella Floriano

Provisórios, como a própria nomenclatura indica, são peças temporárias de prótese dentária. Elas são produzidas pelo profissional técnico ou especialista para serem utilizadas antes da confecção das peças definitivas.

De acordo com a TPD Daniella Floriano, os provisórios têm influência no processo de reabilitação oral. Isso porque “preparam o espaço protético para as futuras próteses, trazendo conforto físico e psicológico ao paciente.”

Assim como acontece com as demais peças de prótese dentária, a confecção de provisórios também exige a aplicação de técnicas de configuração. “Aplicar as técnicas de anatomia e escultura dental é o princípio. Para se ter um bom provisório, o TPD tem que entender a estrutura do dente e saber transferir essa forma. É o primeiro passo!”

Foto: Arquivo pessoal Daniella Floriano

Versatilidade

A preparação dos provisórios é versátil e permite o emprego das formas tradicionais e modernas de confecção. A produção pode ser em modelos de gesso ou impressos. “Os de gesso têm que ser reproduzidos com um gesso especial, seguindo à proporção que o fabricante indica. E sem bolhas, para que assim tenhamos modelos precisos e resistentes,” exemplifica.

Diante disso, é possível utilizar materiais diversos em cada método. Para provisórios confeccionados em CAD/CAM, por exemplo, são utilizados blocos de polimetilmetacrilato (PMMA). Já para provisórios convencionais, se aplicam:

  • RAAQ – Resina Acrílica Ativada Quimicamente;
  • RAAT – Resina Acrílica Ativada Termicamente;
  • Resinas Bisacrílicas – utilizadas pelos cirurgiões-dentistas.

Segundo Daniella, a digitalização gerou um impacto positivo à produção de provisórios, possibilitando maior agilidade e precisão. “Na minha opinião, os que são feitos em CAD/CAM entregam o melhor resultado. Trazem mais resistência a abrasões, sem distorções durante a sua confecção. Além disso, mantém boa estabilidade de cor, pois os blocos oferecem degradês de cores,” explica Daniella. Outra vantagem do uso da tecnologia é poder evitar o contato com o monômero, substância que pode provocar alergia em algumas pessoas.

Confecção e mercado

Ademais, confeccionar provisórios possibilita ao técnico ampliar o seu campo de trabalho. O que pode aumentar a sua demanda e demonstrar a sua capacidade de atuação em áreas diversas da prótese dentária. “Geralmente, em laboratórios grandes, de produção, há a necessidade de setorizar e separar as sessões. Então, quem faz provisórios se restringe somente aos provisórios. Pois a demanda acaba sendo extensa e não deixa tempo livre para o TPD fazer outras coisas. Já em laboratórios pequenos, sim. Pode ser que o profissional que faça os provisórios, seja o mesmo que faça as peças definitivas. Mas, isso não é uma regra!”

Há três anos Daniella trabalha com provisórios e conta que a técnica que utiliza apresenta diferenciais, principalmente em dentes anteriores. “Eu priorizo a estrutura dental, inclusive nos cursos de aprimoramento. Porque para que a gente confeccione peças estéticas e naturais, é preciso conseguir enxergar o dente de ‘dentro para fora’”. Apesar de ser uma peça provisória, a aparência precisa ser valorizada, assim como em uma peça definitiva. Até porque envolve a autoestima e o conforto do paciente.

O mercado de prótese dentária é bastante dinâmico, se altera e atualiza o tempo todo com novos métodos, ferramentas e materiais. No entanto, em relação aos provisórios, o cenário não é tão movimentado. “Infelizmente são peças não tão valorizadas e, para mim, talvez seja um pouco de falta de conhecimento. Pois os provisórios têm total relevância para o resultado final, preparando todo o espaço protético para a peça definitiva”, explica Daniella.

>> Saiba mais sobre outras técnicas de confecção em prótese dentária, aqui no Canal da Prótese <<

Oportunidade de curso em provisórios

Os interessados em aprender mais sobre provisórios já podem se programar! Segundo a agenda de cursos da APDESPbr, em fevereiro a Daniella ministrará o curso ‘Anatomia, escultura e provisórios’, na sede da associação. E se você acha que já sabe o suficiente sobre o gênero, pode se preparar! “Com certeza o participante pode esperar um olhar diferente para as peças provisórias. Um despertar, através de técnicas e visões de anatomia, de toda a parte interna e não somente o externo de uma estrutura.”

Para isso, Daniella esclarece que os tópicos priorizados para o curso foram anatomia e escultura dental; e acrilização dos dentes esculpidos. “Notei que alguns alunos tinham muita dificuldade na hora de esculpir, sem muita noção de anatomia e escultura. O que afetava muito o resultado final, já que esse conhecimento é fundamental. A minha expectativa é desvendar esses processos para todos os alunos.”

Foto: Arquivo pessoal Daniella Floriano

Conheça a ministrante

Formada em teatro, Daniella Floriano fazia cursos e peças desde a infância, até que no ensino médio passou a pesquisar por outras ocupações. O pai, vendo a ânsia de sua busca, a aconselhou a fazer o curso de prótese dentária. “Então comecei a pesquisar, achei interessante e me matriculei, sem saber ao certo se era aquilo mesmo. Hoje em dia sou apaixonada pela profissão.”

Técnica em prótese dentária formada pelo Senac Tiradentes, em São Paulo, Daniella ministra cursos de anatomia e provisórios em diversas escolas e instituições pelo país, como APDESPbr, Senac e Unifaes. Trabalhou com renomados profissionais da área: Kenji Yokoyama, Marcos Celestrino, David Morita e Daniel Morita; e foi ceramista no laboratório Osmar Kiyan.

Atualmente é sócia-proprietária do Fênix Dental Lab e também membro da equipe de instrutores do professor Walker Angeloni e da comissão executiva APDESPbr. Daniella palestrou no 16º Congresso APDESPbr e sua relação com a entidade teve início quando ela ainda era estudante. “Fui convidada para trabalhar no congresso como apoio. Desde então não parei de trabalhar nos eventos, como apoio e apresentadora. Agora faço parte da direção, da equipe do conselho executivo. Sou apaixonada pela APDESPbr! De fato é a nossa casa.”

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Redação Canal da Prótrese

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