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Maquiagem dental técnica de três queimas

Maquiagem dental: conheça a técnica de três queimas

Não há como negar que, com o avanço da tecnologia, o mercado da prótese está em constante mudança. Podemos enxergar essas transformações nas novas soluções, procedimentos e equipamentos que surgiram ao longo do tempo. Entre essas novidades, técnicas de maquiagem dental mostraram-se revolucionárias em laboratórios de prótese dentária, facilitando não só o trabalho do ceramista, mas também o resultado do tratamento para o paciente.

Nesta matéria, vamos analisar uma técnica de pintura de fácil aplicação e que oferece resultados incríveis: a técnica de três queimas. Abordaremos seu surgimento e os requisitos para trabalhar com ela, mostrando como a prática pode levar ao aprimoramento e, consequentemente, a resultados mais satisfatórios.

O passo a passo da técnica você confere no livro Reconstruindo o Sorriso – ciência, arte e tecnologia, coordenado pelos técnicos em prótese dentária Marcos Celestrino e Munenobu Oshiro. O capítulo de onde esse tema foi extraído, intitulado “Otimizando o uso do CAD/CAM”, foi escrito pelos cirurgiões-dentistas Rodrigo Bicalho Queiroga e Eduardo Gonçalves Mota. Caso você tenha interesse em conhecer o livro, ele está disponível na Editora Napoleão Quintessence. Clique aqui para acessar o site.

 

A técnica de três queimas

O principal objetivo dessa técnica é garantir um alto grau de propriedades estéticas em menor tempo de trabalho. Sendo assim, profissionais que a utilizam podem ter mais produtividade no dia a dia sem abrir mão da qualidade das peças. 

A técnica de três queimas, como diz o próprio nome, consiste em realizar uma pintura glazeada com apenas três queimas, obtendo um resultado natural em menor tempo. Entre as etapas, aplica-se pasta de glaze fluo com a técnica do pontilhismo e as pinturas que forem necessárias.

Os cirurgiões-dentistas Rodrigo Bicalho Queiroga e Eduardo Gonçalves Mota explicam no capítulo que a técnica do pontilhismo foi desenvolvida pelo professor Paulo Kano, e se dá através de várias queimas de uma maquiagem externa, coberta com três queimas de glaze para proteger a pintura.

 

É importante lembrar que a técnica de três queimas é recomendada para quando o material selecionado está com um ou dois tons de cor diferente do tom do dente original. Ou seja, em casos extremos, é necessário iniciar com uma primeira queima antes da aplicação da técnica. 

O surgimento da técnica de três queimas

Todas as técnicas que conhecemos surgiram a partir de estudos. Neste sentido, a biomimética teve um papel fundamental no aprimoramento de técnicas de pintura como a de três queimas. Afinal, os estudos de biomimética nada mais são do que a análise do comportamento de determinadas estruturas da natureza.

Esse efeito pode ser facilmente explicado com o seguinte trecho do livro, escrito pelos cirurgiões-dentistas Rodrigo Bicalho Queiroga e Eduardo Gonçalves Mota:

“As cerâmicas passaram a ter características ópticas semelhantes às dos dentes naturais, possibilitando uma variação nas técnicas de aplicação, de acordo com a característica de cada material e sua indicação clínica. Além disso, houve a possibilidade de usar materiais mais resistentes e com espessura cada vez menor, podendo preservar estruturas dentárias sadias.”

Os autores ainda enfatizam a importância da persistência nos estudos, e lembram que ceramistas como Kataoka, Kano, Brix e Dieter desenvolveram diferentes técnicas de pintura e estratificação que foram fundamentais para a descoberta de novas possibilidades, como a técnica de três queimas utilizada hoje. “Basta dominar a essência, praticar e aprimorar sua técnica”, afirmam.

A técnica inicia-se na escolha do material e na definição da textura

De acordo com os cirurgiões-dentistas, o material cerâmico faz toda a diferença, já que a técnica, em si, é relativamente simples. Eles explicam:

“A grande diferença nesta técnica está na escolha do material, pois a técnica exige muito preparo teórico e muito trabalho preparatório antes de se iniciar. […] Tem que se conhecer a teoria da cor, entender a luz e sua interação com o material.”

Para fazer a escolha correta do material é preciso entender as particularidades de cada situação clínica. Sendo assim, o profissional precisa analisar as necessidades do paciente e identificar as limitações dos materiais e suas indicações. Alguns exemplos são características como translucidez, esmalte cromático, etc.

Após definir o material, inicia-se a etapa de correção de forma e textura antes da pintura. Portanto, esse é o momento de corrigir arestas de reflexão de luz, planos, texturas horizontais e verticais e também as microtexturas. 

Nesse ponto, os autores lembram que é importante deixar as texturas evidentes para não as perder durante a técnica glazeada de três queimas, e acrescentam uma dica: “Após finalizada a textura, o ideal é jatear a faceta ou coroa com óxido de alumínio de 50 μm e, em seguida, limpar com vapor, facilitando a aplicação de pintura.”

A prática é o grande diferencial

Seja qual for a técnica que você busca aprender, a prática é sempre o grande diferencial. É somente com ela que conseguimos compreender os passos que precisam de adaptação e realizá-los até alcançarmos o resultado que almejamos.

Os cirurgiões-dentistas Rodrigo Bicalho Queiroga e Eduardo Gonçalves Mota também abordaram isso ao final da explicação da técnica de três queimas:

“A alquimia das misturas e onde colocá-las é o diferencial para se chegar ao resultado perfeito. Como misturar as massas é o grande segredo, como não deixar a pintura escorrer. Essa técnica é a aplicação e percepção das cores e da translucidez.”

Sendo assim, as técnicas podem ajudar, mas a prática é o que leva ao aprimoramento. O verdadeiro segredo de uma técnica de maquiagem dental é saber escolher os pigmentos e saber onde e como aplicá-los. Além de planejar a aplicação das massas e das queimas na soma que fornece o resultado pretendido. Portanto, mantenha o foco na prática e na análise da técnica!

A APDESPBR está com você!

Sabemos que manter-se atualizado na profissão é um dever no mercado atual. Por isso, a APDESPBR está sempre preparando conteúdos para te auxiliar nessa caminhada. Se você gostou do conteúdo desta matéria, te convidamos a conhecer o livro Reconstruindo o Sorriso – ciência, arte e tecnologia, da Coleção APDESPBR com edição da Napoleão Quintessence. Para saber mais sobre a obra, clique aqui

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Fonte: Livro Reconstruindo o Sorriso – ciência, arte e tecnologia | Capítulo 5, autores Rodrigo Bicalho Queiroga e Eduardo Gonçalves Mota.


Redação Canal da Prótrese

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