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O trabalho integrado dos profissionais de prótese dentária com o cirurgião-dentista

Por Rogério Kairalla, cirurgião-dentista especializado em Prótese Dentária e secretário do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)

O trabalho da Odontologia só é possível graças ao empenho e à dedicação de profissionais distintos – nos mais variados níveis de atuação – que buscam, juntos, a saúde bucal e o bem-estar dos pacientes. E, quando se fala de prótese dentária, isso não é diferente. É a integração dos profissionais envolvidos na reconstrução do dente ou na reabilitação oral de pacientes desdentados que leva ao sucesso das intervenções odontológicas de prótese dentária, mostrando que a beleza da especialidade está no verdadeiro espírito de equipe.

Os cirurgiões-dentistas clínicos e, principalmente, os especialistas em prótese dentária, precisam trabalhar em parceria com os laboratórios de prótese, com os técnicos em prótese dentária e seus auxiliares, para poder chegar num resultado satisfatório que devolva ao paciente as funções essenciais da boca, proporcionando conforto, saúde e, o melhor, a liberdade de poder sorrir novamente.

 

Como é possível alcançar esse resultado?

Quando a relação entre CD e TPD, mais seus auxiliares, é de uma equipe entrosada e bem formada, tanto científica quanto tecnicamente, eles são capazes de realizar desde os mais simples até os mais complexos trabalhos nos procedimentos sequenciais de fases clínicas e laboratoriais. 

Na prática, os cirurgiões-dentistas realizam os procedimentos clínicos de acordo com os diversos tipos de tratamentos possíveis com próteses dentárias. Sendo eles prótese total, prótese parcial removível, prótese parcial fixa ou próteses sobre implantes. Depois de cada etapa clínica desses tratamentos, é necessária uma fase laboratorial, que será realizada pelo TPD com o auxílio do APD

Para isso, é importante que o CD responsável pelo atendimento realize os procedimentos de moldagem para obtenção do modelo de gesso. Ou, então, faça o escaneamento da boca do paciente para obtenção do modelo virtual. Assim, são realizados, em sequência, os procedimentos laboratoriais de confecção das próteses. 

 

Além disso, entre cada etapa laboratorial, o trabalho passa pela avaliação clínica com o paciente até que tudo esteja adequado para a instalação da prótese.

Sendo assim, um bom relacionamento do cirurgião-dentista com o técnico em prótese dentária e sua equipe permite maior interação e compartilhamento de conhecimentos clínicos e laboratoriais. Isso facilita significativamente os caminhos para devolver função e estética na reabilitação dos pacientes. Mas, é importante lembrar que o atendimento só deve ser realizado pelo cirurgião-dentista. 

Então, esse profissional precisa estar preparado para transferir aos técnicos, seja de forma convencional ou virtual, as necessidades observadas no paciente. Ainda que existam clínicas com laboratórios próprios, o que torna a proximidade entre CD e TPD ainda maior, a grande maioria utiliza laboratórios comerciais. Por isso o diálogo é tão essencial, já que as práticas laboratoriais acabam se tornando uma extensão do consultório.

E tem mais!

Também é importante lembrar que todos os profissionais e espaços odontológicos envolvidos devem estar registrados no Conselho Regional de Odontologia de suas jurisdições. Assim, podem ter o amparo legal e qualidade técnica garantida. 

Em São Paulo, é o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) quem cumpre esse papel, além de dispor de Câmaras Técnicas de Prótese Dentária e de Técnicos em Prótese Dentária, oferecendo à comunidade odontológica as informações e condições éticas para o desempenho das profissões tanto do cirurgião-dentista especializado quanto dos técnicos e auxiliares. 


CRO-SP Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Hoje, o CROSP conta com mais de 145 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária.

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