APDESPbr - O CANAL DA PRÓTESE ODONTOLÓGICA BRASILEIRA

Primeiro foi uma transformação pessoal minha, depois transformei a vida delas de forma protética

Não à toa essa parte da entrevista com Éderson Orlandi, seu 2º vídeo para a série ‘Sua história, nosso valor’, entra agora, às vésperas do Natal. Este bem podia ser um conto natalino, onde a compaixão invade o coração do protagonista e sua atitude faz com que a vilã revele sua face compassiva e frágil. O amor transforma os personagens, que seguem com uma lição de vida para si e todos os que entram em contato com essa história. (Assista ao vídeo abaixo)

Assim foi o início da trajetória do técnico em prótese dentária na anaplastologia. Ele, que confeccionava próteses dentárias em uma equipe responsável pelas cirurgias de cabeça e pescoço de um hospital em São Paulo, sentiu um novo chamado quando conheceu dona Elisa.

A paciente necessitava reabilitar mais do que parte da cavidade oral. Tratava-se de um tratamento complementar à retirada de um tumor na face, portanto, a prótese a ser confeccionada solicitava conhecimento além de sua formação inicial. Éderson, técnico em prótese dentária, neste momento decidiu que queria reabilitar mais do que boca. [Essa primeira parte da história você confere no primeiro vídeo, se ainda não assistiu, clique aqui]

 

Buscou conhecimento em outros setores como as artes plásticas e o cinema, e percorreu o Brasil e o exterior para aprender técnicas que conferissem mais realidade às próteses criadas. Aquele foi o impulso que o tornou hoje um renomado especialista em anaplastologia – a arte de criar próteses que reconstituem parte do corpo perdido por diversas doenças ou má formação, como prótese ocular, prótese óculo-palpebral, prótese nasal, prótese auricular, entre outras.

Mas essa história foi motivada por dona Elisa, quem Éderson passou a atender e acompanhar depois de buscar conhecimento técnico para confecção da prótese facial de que necessitava. O envolvimento com a paciente foi aumentando no decorrer do tratamento e criou-se uma amizade, um vínculo especial. Os destinos se cruzaram em um momento de grande transformação.

Levei ela para a universidade e comecei a fazer a reabilitação. Fiz com muito carinho, fiz com muito empenho porque era a minha primeira prótese facial e foi ela quem me deu a esperança de conseguir o meu objetivo, que era saber fazer próteses extraorais.

Em uma das conversas que tiveram a paciente revelou que sofria preconceito por sua aparência física e em decorrência disso, também sofria maus tratos e violência física dentro de casa. Essa história perturbou Orlandi quem tomou providências para que não existisse interferências da família durante o tratamento.

Prótese instalada, dona Elisa deveria voltar após 6 meses para uma avaliação e possível retoque no trabalho protético. Passaram-se mais 2 meses e nenhum retorno, nenhuma ligação. Éderson solicitou que a secretária entrasse em contato para saber notícias, foi, então, informada que Elisa retornaria com uma indicação médica.

Ao receber a resposta, o tpd já esperava por uma recidiva, ou avanço da doença em outra região do corpo – o que era comum nesses casos. Mas o que veio surpreendeu a todos! A mim também, quando desta emocionante entrevista. Ali o técnico em prótese dentária, que se especializava em anaplastologia, conheceu a responsabilidade do caminho escolhido. E as transformações das quais não passaria ileso, mas, seria, antes, desafiado e transformado por cada história, começando por esta que o marcou profundamente.

Assista ao vídeo!

A arte de reabilitar a alma – é a frase utilizada por Éderson Orlandi para descrever o trabalho realizado na confecção de próteses extraorais. Que pode ser utilizada no plural, visto que as almas ao redor de quem se reabilita fisicamente também são ‘chamadas’ à reabilitação.

Com essa responsabilidade e visão ampliada sobre sua atuação profissional, Éderson é também professor desta especialidade. Felizmente profissionais técnicos em prótese dentária ou cirurgiões-dentistas que têm o objetivo de desenvolver suas habilidades na anaplastologia, encontram informações atuais sobre técnicas e materiais utilizadas pelos mais renomados do país nessa arte. Mas também encontram orientações sobre a conduta profissional e humana que permite um sucesso muito maior nos casos transformadores dos quais se responsabilizam.

Sobre a história?! Claro que você já assistiu ao vídeo, certo?! Esse texto é só um complemento, porque histórias com essa carga emocional devem ser ouvidas diretamente por quem a viveu. Não deixe de conferir e de se permitir a profunda reflexão que sugere.

Então, essa história não foi uma história apenas protética, ela é uma história que fez com que eu mudasse como pessoa, como ser humano. Eu tive que transformar tudo aquilo que eu sentia em amor para conseguir reabilitá-la também. Então, eu entendi que ali era mais do que técnico, era coração, era emoção, era alma. E era uma transformação de vida pessoal, minha, que eu tinha que enxergar como mudar essa história dentro de mim para poder mudar a história delas, de forma protética. E foi isso que me impulsionou a fazer tudo o que eu faço até hoje.   

Siga o Professor Orlandi e sua arte na anaplastologia nas redes sociais. Saiba mais sobre o curso de próteses extraorais aqui e continue acompanhando nossas redes (@apdespbr e /apdespbr) para receber conteúdos como este. Você também confere outros vídeos desta série que está incrível aqui, no Canal da Prótese – navegue em nossa Home.

Até o próximo vídeo! Claro que não acabou 😉

Maria Fernanda Marques

Gestora de comunicação e marketing na Cairós Humaniza. Especialista em branding, comunicação humanizada e planejamento estratégico. Acima de tudo, apaixonada por gente! E motivada pelas relações humanas e as boas histórias que delas resultam, sobre pessoas e marcas.

Deixar um comentário