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Reabilitação oral com overdenture não deve parecer segunda opção

Na busca por um tratamento reabilitador com prótese total, é comum que pacientes encontrem dúvidas frequentes no momento de escolher entre um protocolo e uma overdenture. Afinal, é uma decisão importante que impactará suas vidas significativamente. Pensando nisso, como é possível agir em conjunto com o cirurgião-dentista e entregar as respostas que o paciente procura em uma reabilitação oral com overdenture? É o que veremos nesta matéria!

Em primeiro lugar, é importante destacar que ambas as opções possuem benefícios. Portanto, o que realmente fará a diferença é a análise do caso e os objetivos do paciente. É por esse motivo que o trabalho em conjunto entre o cirurgião-dentista e o técnico em prótese dentária é fundamental, já o CD faz a ponte entre TPD e paciente.

O tema que trazemos nesta matéria foi apresentado pelo tpd e auxiliar de saúde bucal Luiz Fernando Buratto, também coordenador educacional Source/CadSchool, responsável técnico da CNG Soluções Protéticas e coautor de diversos livros da área.

 

Nesta aula, transmitida ao vivo pela APDESPBR, Buratto abordou os critérios para escolher conectores para overdenture e explicou a importância da participação do paciente na escolha da peça protética que permitirá a reabilitação desejada. Acompanhe abaixo!

A overdenture não deve parecer segunda opção, mas a melhor delas após estudo detalhado do caso

De acordo com Buratto, desde o início do contato com o paciente, é preciso apresentar os benefícios de forma crescente. Isto é, não apresentar a overdenture como uma “segunda opção” caso o protocolo não seja viável. Sobre isso, Buratto explica:

“É difícil você prometer uma estrutura fixa e, depois de uma avaliação, ver que não tem onde colocar os implantes. Então, é importante não passar a ideia de que o objetivo é tratar com o protocolo e a overdenture é a segunda opção. Porque, se for o caso, o paciente vai entender que ficou com um ‘prêmio de consolação’.” (Luiz Fernando Buratto)

Portanto, o ideal é iniciar mostrando todos os benefícios e deixar que ele, com base nas  instruções recebidas, analise qual prótese melhor se encaixa em seu objetivo e seu perfil. Nesse sentido, um outro ponto que Buratto ressalta é a importância de ajudar o paciente a compreender a dinâmica do uso da prótese dentária e sua relação com ela.

“Nós, seres humanos, somos seres analógicos. No relacionamento com o cliente, estamos trabalhando com pessoas, e elas entendem aquilo que tocam. As ideias são mais complexas, principalmente para pacientes que não entendem o ramo. Então, precisamos ter as próteses em mãos para demonstrar a eles.” (Luiz Fernando Buratto)

Assim, o profissional estará auxiliando o paciente a tomar suas próprias decisões baseando-se em informações e demonstrações concretas, dentro do que o cirurgião-dentista definir como possibilidade, é claro. Para isso, a comunicação clínica-laboratorial é de grande importância. Além disso, o paciente sentirá mais segurança no tratamento escolhido e terá uma participação mais ativa em seu resultado.

A comunicação pós-instalação também precisa de atenção

Apesar de a transparência no momento de escolher a peça ideal ser muito importante, as instruções também devem estar claras no pós-instalação. São essas informações que vão auxiliar o paciente a ter uma reabilitação oral satisfatória de forma prolongada. Para exemplificar, Buratto contou um caso que aconteceu com uma overdenture feita por ele.

Meses após a aplicação da prótese sobre barra clipe em um paciente, o cirurgião-dentista responsável pelo caso entrou em contato com Buratto pois percebeu que estava precisando trocar os clipes todas as semanas. Analisando o paciente, o TPD notou que não havia nada errado com a overdenture ou o procedimento. Por um acaso, analisou que o paciente estava encaixando a prótese de forma inadequada na boca, o que estava causando a instabilidade dos clipes. 

Com isso, podemos ver a importância de uma comunicação clara e objetiva mesmo após o tratamento. É claro que, por vezes, mesmo quando são passadas todas as informações, os pacientes criam hábitos inadequados, e é exatamente por esse motivo que reforçar as instruções sempre que possível é o ideal.

Protocolo x overdenture – As principais características e diferenças

Como sabemos, o protocolo é uma prótese dentária fixa, que oferece uma reabilitação oral para pacientes que perderam todos os dentes. O tratamento com as overdentures é similar, no entanto, por tratar-se de uma prótese removível, esse método tende a ter um pré-julgamento por parte dos pacientes. 

Assim como o protocolo, a overdenture entrega tanto a função mastigatória quanto a estética, garantindo também estabilidade e conforto. Considerando isso, o papel do CD e TPD é estarem bem informados nessa dupla tarefa clínica-laboratório de prótese, para que essa informação chegue aos pacientes e o tratamento cumpra seus objetivos e necessidades. As overdentures, por exemplo, geralmente são indicadas para aqueles que já usaram uma prótese instável e buscam mais segurança. 

Então, quais características dos dois métodos podem fazer a diferença para o paciente? O TPD explica:

“Com o passar do tempo, vamos perdendo tônus muscular, e para ajustar novamente, precisa de preenchimento. Isso quer dizer que, no protocolo, vou precisar colocar material neste espaço, e esse material vai dificultar a higienização para o paciente. Então, ele precisa ser informado sobre isso.”

Protocolo como prótese total
Espaço que precisa ser preenchido no protocolo

No caso das overdentures, há um selamento que dificulta a entrada de resíduos. Este selamento e o fato de que as overdentures são removíveis influencia diretamente na facilidade que o paciente pode ter na higienização do local. Portanto, a principal diferença entre os dois métodos é a facilidade de higienização e, consequentemente, a longevidade do tratamento.

Overdenture como prótese total
Área de selamento da overdenture

De qualquer forma, precisamos relembrar: o papel do profissional é informar o paciente sobre as características e diferenças de cada tratamento, fazendo com que ele seja capaz de decidir o que melhor se encaixa com os seus objetivos com a reabilitação oral.

E você, como faz a diferença com o seu trabalho?

Existem diversas formas de um profissional diferenciar-se na profissão. Adquirir conhecimento e buscar evoluir em suas relações com o paciente e na integração clínica-laboratorial, com certeza, são pontos fundamentais nesta caminhada. Então, se você está acompanhando esta matéria, já está seguindo um caminho importante para a diferenciação!

Junte-se à APDESPBR e continue realizando essa caminhada com a gente. Se você tem interesse em assistir à aula completa do TPD Luiz Fernando Buratto, te convidamos a consultar nossos planos de associação e conhecer os diversos benefícios de ser um associado.

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Redação Canal da Prótrese

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