APDESPbr - O CANAL DA PRÓTESE ODONTOLÓGICA BRASILEIRA

Saiba como definir macro e micro texturas e garantir maior naturalidade na peça protética

O que vem à sua mente quando você pensa em técnicas para confeccionar uma prótese dentária com máxima naturalidade? Para os profissionais que realizam esse trabalho, podem existir diversas respostas. É comum que pensem em técnicas de estratificação, escultura progressiva ou maquiagem dental e, claro, as macro e micro texturas. Afinal, na criação dessa arte que é a prótese dentária, qualquer mínimo detalhe pode fazer uma grande diferença.

Nesta matéria, vamos apresentar os aspectos que definem as macro e micro texturas em uma peça protética e entender quais os principais pontos a serem considerados no momento de criá-las. 

O conteúdo foi abordado pelo renomado TDP José Pereira Flores em uma aula ao vivo transmitida na sede da APDESPBR, e agora você pode ter acesso a algumas das dicas incríveis compartilhadas pelo profissional. Vamos ver?

 

O que precisa ser considerado ao trabalhar com macro e micro texturas?

1 – A análise do caso e objetivos do paciente

É claro que, com a peça protética, o maior objetivo do técnico em prótese dentária é alcançar a satisfação do paciente e garantir que ele tenha bons resultados estéticos e funcionais. Nesse sentido, a texturização das peças faz uma diferença significativa para aqueles que buscam uma propriedade estética mais natural. 

Então, a análise do caso é o primeiro passo a ser dado. Esta é a etapa em que o mapeamento do paciente, suas características físicas, emocionais, suas necessidades estéticas e funcionais são levantadas. De acordo com a motivação da procura pelo trabalho e da característica final esperada é possível partir para a próxima etapa, onde começam as definições que vão orientar todo o trabalho protético. 

Por isso, é fundamental que essa análise seja feita em conjunto com o cirurgião-dentista responsável pelo caso. Assim, obtendo as informações necessárias, é possível seguir para o próximo passo com mais segurança.

 

2 – O formato dos dentes – morfologia dental

Agora que você já sabe quais são os objetivos e os aspectos individuais do seu paciente, o próximo passo para trabalhar as texturas dos dentes é definir onde elas serão aplicadas. Para isso, é essencial entender o formato dos dentes que serão trabalhados, ou seja, sua morfologia. De acordo com Flores, existem pelo menos quatro desses formatos, são eles: retangular, quadrado, oval e triangular. 

Formatos de dentes
Os diferentes formatos de dentes

“Eu trabalho com esse visagismo porque cada formato de dente vai mostrar alguma coisa sobre a personalidade dele.” (José Pereira Flores)

A forma de cada dente é definida pelas arestas ou pelos lóbulos de desenvolvimento. Quando conhecemos bem a morfologia dental, o caminho para iniciar o trabalho com as texturas torna-se muito mais claro. 

As macro e micro texturas precisam ser feitas entre a linha de espelho e a linha de transição. Portanto, quanto mais você conhece o dente, melhor pode trabalhar as texturas. 

De acordo com o TPD, para entender como cada formato tem influência no resultado da textura, é necessário estudar essas estruturas. Para isso, você pode analisar modelos e, claro, colocar o trabalho em prática.

Onde trabalhamos a macro textura?

As macro texturas são texturizações profundas, geralmente marcadas nos sulcos de desenvolvimento. Para exemplificar como é realizado o processo dessa texturização, Flores analisou um modelo pronto, observando que existem sulcos principais e secundários. Veja abaixo:

Macro e micro texturização na prótese dentária
Modelo de texturização utilizado como base

Então, começando pelos sulcos principais (marcados na foto abaixo com lápis azul), o primeiro passo é fazer a marcação, observando as características do dente. Veja como Flores realiza o processo:

Macro texturas em prótese dentária
Marcação dos sulcos principais

Após a marcação, é o momento de realizar o desgaste da peça. Na aula, Flores utiliza uma broca esférica, que proporciona um desgaste mais suave. Neste ponto, a dica é alcançar a profundidade que você busca para a peça, mas o TPD avisa: “lembre sempre que, no dia a dia, menos é mais”.

Broca esférica para macro texturização
Processo de macro texturização com broca esférica

Depois, é o momento de trabalhar com os sulcos secundários, seguindo o mesmo processo realizado nos principais. Veja abaixo como marcar os sulcos secundários:

Sulcos secundários na macro texturização em prótese dentária
Marcação de sulcos secundários para macro texturizar

Um outro ponto importante de ressaltar é que dentes ovalados, geralmente, têm menos texturas, enquanto os triangulares costumam ter mais. No caso dos caninos, por exemplo, não é necessário ter muita textura. De acordo com Flores, esses dentes têm o papel predominante de entregar movimento. Ou seja, são fundamentais para a funcionalidade da peça protética. 

E onde são trabalhadas as micro texturas?

As micro texturas estão principalmente nas linhas horizontais. Geralmente, essas linhas são feitas de forma suave. Veja abaixo como Flores faz essa marcação:

Marcação para a micro texturização
Marcação para a micro texturizar

Neste processo, as linhas verticais precisam ser feitas com a broca em posição horizontal, evitando que a ponta cause um desgaste muito profundo.

Broca para desgaste na micro texturização
Posição da broca para desgaste na micro texturização

Para dar mais detalhes que complementarão a estética natural do dente, é possível também criar linhas de desenvolvimento. Com a mesma broca, inicie pela incisal, criando pequenas linhas até a cervical. Veja:

Texturização de prótese dentária
Detalhes que complementam a naturalidade

Esses são os princípios básicos para criar macro e micro texturas que entregarão a naturalidade de uma peça. Entretanto, Flores também enfatiza que o pré-polimento ajudará a ajustar a textura, e aplicar vapor antes do glaze também fará a diferença. Portanto, o processo não termina com o desgaste. 

É possível ir cada vez mais além!

Todo o processo depende de muita prática e compreensão da morfologia e da análise de cada caso, mas também do quanto você coloca suas habilidades técnicas em prática e as evolui. Por isso, o TPD José Pereira Flores dá uma dica importante para você ir além: 

“Busquem sempre trabalhar fazendo marcações na peça. Isso funciona como um checklist e assim você não pula nenhum passo importante e não compromete a naturalidade do seu trabalho” (José Pereira Flores)

Agora você já sabe por onde começar e como continuar desenvolvendo texturizações essenciais à naturalidade do seu trabalho. Então, te convidamos para continuar aprendendo com a APDESPBR e o professor José Pereira Flores no curso “Metalocerâmica: princípios da metalurgia e morfologia com aplicação de cerâmica sobre metal”.

Você também pode acessar outras aulas com conteúdos incríveis na nossa plataforma, consulte nossos planos de associação e conheça! Tem alguma dúvida? A APDESPBR está sempre com você nas redes sociais (@apdepsbr e /apdespbr) e no Telegram. Junte-se a nós nessa caminhada para o sucesso e reconhecimento dos profissionais da prótese no Brasil!


Redação Canal da Prótrese

Deixar um comentário


Um novo plano de associação

Acompanhe nas redes

Instagram

Unsupported get request. Object with ID '17841402231705172' does not exist, cannot be loaded due to missing permissions, or does not support this operation. Please read the Graph API documentation at https://developers.facebook.com/docs/graph-api