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Facetas dentárias

Vale a pena trabalhar com facetas dentárias? Conheça vantagens e desvantagens da peça

A preocupação com a beleza é algo que está implantado na sociedade há anos. Evidentemente, a concepção do que é belo muda ao longo do tempo, de acordo com o contexto histórico, social e cultural em que o indivíduo está inserido. No Brasil do século XXI, uma das maiores preocupações é com o sorriso, razão pela qual os tratamentos odontológicos estéticos foram popularizados nos últimos anos. Entre as opções, as facetas dentárias têm ganhado destaque.

Nesta matéria, vamos apresentar a origem desse tratamento, suas indicações e limitações. Além disso, analisaremos as vantagens e desvantagens que técnicos em prótese dentária precisam levar em consideração ao trabalhar com essas peças no laboratório de prótese.

O tema foi inspirado em um capítulo do livro Reconstruindo o sorriso – ciência, arte e tecnologia, coordenado pelos técnicos em prótese dentária Marcos Celestrino e Munenobu Oshiro. O capítulo em questão, intitulado “Restaurações executadas com o mínimo desgaste dentário possível”, foi escrito pelos cirurgiões-dentistas Carlos Marcelo Archangelo, Karen Cristina Archangelo Perdigão e José Carlos Romanini Júnior, e pelo técnico em prótese dentária José Carlos Romanini.

 

O livro está disponível na Editora Napoleão Quintessence. Clique aqui para acessar o site.

A origem das facetas dentárias

Apesar da recente popularização, os laminados cerâmicos foram utilizados pela primeira vez na década de 1930. De acordo com os autores, na época, Charles Pincus utilizou facetas provisórias de porcelana para melhorar a aparência de atores em filmes cinematográficos.

Entretanto, foi na década de 1970 que o primeiro caso do uso de cerâmica na restauração definitiva de dentes anteriores foi registrado. Alain Rochete utilizou um fragmento de porcelana para restaurar um incisivo fraturado e, desde então, o método foi aprimorado e amplamente utilizado.

 

A princípio, coroas totais eram as principais opções para correção estética de dentes. No entanto, além de ser um procedimento invasivo, a aplicação das peças causava um grande desgaste dos tecidos dentários. E como toda técnica aprimorada vem da necessidade de consertar algo que não está satisfatório, o surgimento das facetas dentárias não foi diferente.

“Com a evolução dos adesivos dentinários e dos materiais restauradores diretos e indiretos, tratamentos alternativos foram surgindo para poupar o desgaste excessivo dos tecidos dentários e, com isso, as resinas compostas e as porcelanas dentárias começaram a ter grande aplicabilidade.” (Livro Reconstruindo o Sorriso)

Com isso, as facetas dentárias ganharam destaque. Desde então, têm sido amplamente utilizadas, oferecendo um procedimento menos invasivo, esteticamente real e, principalmente, satisfatório no tratamento odontológico estético.

Indicações e limitações das facetas dentárias que precisam ser analisadas pelos TPDs

É importante lembrar que existem dois tipos de facetas: diretas e indiretas. As diretas são realizadas pelo próprio cirurgião-dentista, geralmente a partir de resinas compostas. Já as indiretas são confeccionadas por técnicos em prótese dentária e podem ser produzidas com resinas compostas indiretas (cerômeros) ou porcelana. Sendo assim, nesta matéria o objetivo é abordar as facetas indiretas.

Como qualquer procedimento odontológico, os laminados cerâmicos possuem indicações e limitações. Apesar de serem comumente utilizados para melhorar a coloração dos dentes, são também recomendados para outros tratamentos estéticos. Abaixo, você confere a lista de indicações apresentada no livro Reconstruindo o Sorriso:

  • Dentes excessivamente descoloridos por terapia com tetraciclina, dentes com escurecimento dentário resistentes ao clareamento;
  • Anteriores e posteriores que necessitem de alterações morfológicas, como, por exemplo, dentes conoides que necessitem de reanatomização, fechamento de diastemas e prolongamento das bordas incisais;
  • Dentes anteriores com comprometimento extenso, como malformações congênitas ou adquiridas;
  • Aumento de volume vestibular para dentes com posicionamento dentário reto ou palatinizado/lingualizado;
  • Aumento oclusal para o restabelecimento de dimensão vertical através de facetas oclusais.

Abaixo, veja as limitações do tratamento com laminados cerâmicos apontadas no livro:

  • Dentes com coroa clínica curta;
  • Pacientes que tenham oclusão inadequada, como exemplo, sobremordida pronunciada, portadores de bruxismo e outros hábitos parafuncionais;
  • Com múltiplas restaurações;
  • Dentes com vestibularização excessiva.

Para compreender se há a possibilidade de aplicar facetas dentárias nas condições mencionadas acima, é preciso que haja uma análise cautelosa do caso do paciente. Afinal, as limitações não podem ser consideradas contraindicações. 

Vantagens e desvantagens de trabalhar com facetas dentárias

Sabemos que, para os pacientes, as vantagens principais são a cor, estética, durabilidade, resistência e a questão de ser um procedimento pouco invasivo. Todas essas características podem ser vantagens também para o protético. Afinal, o nível de aceitação do tratamento torna-se maior.

Além disso, é possível dizer que a popularização das facetas dentárias trouxe uma nova demanda para os tpds. Portanto, aqueles que dedicam-se a trabalhar com as peças e buscam aprimorar seus conhecimentos, definitivamente têm um diferencial na demanda laboratorial.

Entretanto, alguns profissionais podem encontrar desafios ao trabalhar com facetas dentárias. Um dos principais é a dificuldade em reparar laminados de porcelana, o que pode ser uma limitação caso o protético não conheça bem o material que está utilizando.

Aqui no Canal da Prótese temos uma matéria que detalha as propriedades de materiais como dissilicato de lítio e cerâmica feldspática na confecção de laminados cerâmicos. Para acessar, clique aqui

Uma outra desvantagem de trabalhar com as facetas dentárias é o custo. Esta é uma restauração que demanda habilidade técnica para a reprodução de detalhes de cor, forma e configurações especiais. Portanto, o custo é mais alto quando comparado às facetas diretas.

Analisando esses pontos, é possível dizer que o técnico em prótese dentária precisa investir no aprimoramento de seus conhecimentos técnicos para trabalhar com laminados cerâmicos. Afinal, esse tratamento é uma forte tendência no momento atual, e provavelmente continuará sendo nos próximos anos. Sendo assim, investir em preparo e capacitação pode aumentar significativamente a demanda de qualquer laboratório de prótese.

E você, como investe em aprimoramento?

Quando o assunto é aprimoramento, o objetivo é querer sempre mais. Se você quer mais detalhes sobre a confecção de facetas dentárias, no livro Reconstruindo o sorriso – ciência, arte e tecnologia tem todo o processo de produção, desde o planejamento. Clique aqui para saber mais sobre o livro.

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Redação Canal da Prótrese

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