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Você ainda acha que 2020 foi um ano ruim?

Foi um tempo desafiador. Muitos disseram “esse vai ser o meu ano” e encaramos os dias mais difíceis de que temos conhecimento há um século. Por isso mesmo, sim, esse ano foi nosso! Foi de quem viveu as suas dores e suas transformações. De quem viveu um momento histórico, do qual não poderá sair como antes. A vida de tanto sugerir decidiu impor, uma renovação. No comportamento, na forma de pensar e se relacionar com o próximo, na importância que damos a cada ato, num simples toque de mão.

Tudo sempre esteve aí. O vírus, o álcool, a água, o sabão. O que mudou? Ou melhor, o que não mudava em nós que fez tudo parar para observarmos?

Cada um, dentro do seu universo, de suas possibilidades e reflexões, interagiu com essa nova realidade e buscou soluções. Enquanto alguns segmentos do mercado tiveram quedas abruptas, outros faturaram mais do que antes. Ensino infantil à distância, missa em live streaming, artistas performando de pijama com a família, treino olímpico na piscina de casa. Serenatas, simpatias, céticos aprendendo sobre astrologia. Cursos, cursos, e mais cursos – decidiram ensinar de tudo. Live até para celebrar o aniversário dos pets da família. Mas nem tudo foi online, tivemos show do maior dj do mundo em sua sacada, com um espetáculo de luzes que clareou o céu e as mentes de quem assistia.

Nossos ambientes íntimos expostos, nossa humanidade aceita. Sim, temos família. Crianças fazem barulho. Vizinhos também – às vezes fazem show, concerto de piano, para nossa sorte. Animais de estimação são mesmo imprevisíveis, por vezes gostam de aparecer em videoconferência.

Às vezes, temos que acompanhar um familiar adoentado. Às vezes, somos nós que adoecemos. Sim, a descompensação emocional é tão grave quanto a física. Geram respostas orgânicas destrutivas. Que maravilha, a oração funciona! Aprendemos a pedi-la até em mensagem de Whatsapp. Todo mundo estava ali, no único contato de mãos permitido.

As pessoas compreendem mais as reais necessidades uns dos outros agora. Sim, precisamos de ajuda, de compreensão, de análise caso a caso. Somos indivíduos e tão coletivos como nunca. A grande meta mudou. Os objetivos do ano foram atualizados com uma simplicidade que não seria conquistada de outra forma.

Você ainda acha que foi um ano ruim? “As pessoas se foram”, alguns dizem. Mas elas sempre se vão, analise. Faz parte da dinâmica humana. A partida repentina, ou a impossibilidade da despedida fez doer muitos corações. O isolamento, a proibição do contato, as palavras não ditas, machucaram profundamente. A mim também, que escrevo essas palavras. Não estou minimizando as experiências. Mas estou tentando lembrar que nascemos para grandes transformações e que tudo isso faria parte desta jornada.

Vencemos, todos. Os que se foram e os que ficaram. Desafios aceitos e missão concluída. A nossa ainda não acabou, é fato. Mas estamos mais preparados. Construímos tanto! Como aprendemos! Haja tutorial e equipamento eletrônico! Haja humanidade para lidar tão organicamente em todas as relações, ainda que através das ondas da rede. Nos reconstruímos e descobrimos uns aos outros de formas impensadas. Nos aproximamos de uns, nos afastamos de outros, descobrimos outro fluxo.

Como se alguém tivesse batido em um tabuleiro e as peças levantado e caído em outras posições. É diferente, mas pode não ser ruim. Tem gente comemorando a mudança. Teve gente sorrindo, amando, ganhando, auxiliando, agindo com gentileza, ainda que enxugasse suas lágrimas quando a sós. Quem somos nós no meio do caos? É o que nos define para a calmaria.

E a alegria do reencontro? E a irmandade que cresceu com quem ‘correu’ lado a lado em busca de solução?! De quem se dispôs a encarar a nova situação com todos os desafios e fazer parte de uma nova história?! Nestes momentos se solidificaram sentimentos que levaríamos anos para construir. Confiança, união, propósito nunca guiaram tanto nossos atos.

Por aqui, estamos mais unidos do que nunca. Mais animados com os projetos do que há anos, com folga no planejamento. O que fizemos juntos nesse período materializou ideias que estão no papel há algum tempo. No meio da incerteza descobrimos uma formatação interna que acendeu uma luz. E essa força foi crescendo, em cada trabalho realizado com cuidado e coragem. Quanto mais um se mostrava presente, mais o outro aumentava sua entrega.

Comemoração de torcida de futebol em cada transmissão ao vivo, em cada presença de um professor, ou um componente do grupo em nossa sede. Uma emoção diferente tomava conta de quem estava presente, sabíamos que estávamos criando algo totalmente diferenciado. O olhar de confiança e admiração por estar junto neste momento gerou e vai gerar frutos por longo tempo.

Feliz de quem passou atento por 2020. Ele levou bastante, mas também trouxe muito.

E é esse muito que queremos que chegue até você. Tudo está sendo reformulado para que você sinta essa nova vibração. Esse trabalho que vem sendo desenvolvido por essa Nova APDESPBR, sempre orientada por seus valores originais, mas tão atual e humanizada como nunca. Acompanhe essa transformação, você faz parte dela. E nos motivou a chegar aqui com essa força. Muito obrigada por continuar junto!

Esperamos que você celebre a vida neste Natal. Ainda que algumas cadeiras estejam vazias, honre todas elas por amor, por tudo que foi construído até aqui. Pelo que ficou, que não perece e segue com você.

Desejamos que o medo jamais te paralise, mas que tenha sensatez e firmeza nos passos para seguir sempre em frente, em qualquer situação. Reunimos, junto a você, as nossas melhores intenções para o próximo ano. Porque a manifestação de 2021 depende da nossa motivação interna de cada dia. Vamos construir o próximo ano juntos, desde já.

Celebre a vida, não esqueça, vencemos, todos!

Maria Fernanda Marques

Gestora de comunicação e marketing na Cairós Humaniza. Especialista em branding, comunicação humanizada e planejamento estratégico. Acima de tudo, apaixonada por gente! E motivada pelas relações humanas e as boas histórias que delas resultam, sobre pessoas e marcas.

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