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Você conhece o Digital Smile Design? Saiba como ele contribui para o trabalho protético

Entregar uma prótese dentária que cumpre o papel de harmonizar um rosto é o resultado de um processo artístico. Não é apenas sobre criar um novo sorriso, é sobre desenhá-lo de forma personalizada, mantendo-se fiel às características únicas de cada paciente. Essa é a principal função do Digital Smile Design, uma ferramenta que transformou o processo de design do sorriso e contribuiu para reabilitações orais mais humanizadas.

Se você já conhece a tecnologia, sabe que sua relevância vai além das referências faciais que ela oferece para o trabalho do protético. Uma de suas principais vantagens é permitir que o paciente acompanhe de perto o processo de criação do seu novo sorriso, podendo garantir uma maior confiança com a previsibilidade do tratamento.

Nesta matéria, vamos entender o DSD e analisar como técnicos em prótese dentária podem se beneficiar desta tecnologia. O tema foi inspirado em um capítulo do livro A arte na prótese dentária – um universo em harmonia, coordenado pelos técnicos em prótese dentária Marcos Celestrino e Renata Vano. O capítulo em questão, intitulado “Digital Smile Design”, foi escrito pela Smile Designer, tpd especialista em DSD, Carla de Castro.

 

Caso você tenha interesse em conhecer o livro, ele está disponível na Editora Napoleão Quintessence. Clique aqui para acessar o site.

A origem do Digital Smile Design 

O processo de desenvolvimento do DSD iniciou-se a partir de uma aula de desenho em uma Escola de Artes Plásticas. Christian Coachman, no ano de 2001, entendeu a relação entre os princípios de composição, perspectiva, luz, sombra, e outras características artísticas com a questão de criar um sorriso. A partir dessa descoberta, retornou à área que acreditava não ter vocação: a Odontologia.

No livro, a técnica em prótese dentária Carla de Castro apresenta essa origem e explica: “Para Christian Coachman, assim como para muitos dos TPDs e CDs, desenhar sobre a foto de rosto do paciente era a chave para fazer a relação entre a face dele e o modelo de trabalho, facilitando um design de sorriso integrado às características únicas de cada pessoa.” E é esse o objetivo em uma reabilitação oral completa: entregar funcionalidade e estética levando em consideração características singulares de cada paciente. 

 

Para os Smile Designers, ou designers do sorriso, o principal objetivo é alcançar a harmonia entre o sorriso e a face do paciente, portanto, ser guiado pela mesma é uma forma determinante de chegar a esse resultado. Entretanto, para que isso seja possível, a comunicação clínica-laboratorial precisa ser clara, e foi isso que Coachman analisou, conforme o trecho descrito por Carla:

“Muitas vezes ao provar suas próteses como ceramista na boca dos pacientes, [Christian Coachman] notou que faltavam parâmetros básicos estéticos e eram necessários ajustes intraorais estéticos. Sua meta se tornou, então, reduzir esse abismo criando um protocolo mais eficiente e trazer a face do paciente para a bancada do TPD.”

Então, o método de Christian de criar sorrisos guiando-se pela face e desenhando sobre a foto influenciou também na comunicação e no tempo dos tratamentos, que passou a precisar de menos ajustes.

Esses foram apenas os primeiros passos da tecnologia hoje conhecida como DSD. Agora, entenderemos como ela impacta nos tratamentos atuais e quais são as expectativas para o futuro da odontologia com a ferramenta.

A evolução do Digital Smile Design e seu impacto na odontologia moderna

Desde sua primeira geração, nos anos 90, onde os desenhos eram feitos à mão livre sobre fotos de pacientes, o DSD tem passado por aprimoramentos significativos. Hoje, é um software que proporciona mais eficácia nos tratamentos, melhor comunicação entre os profissionais e, principalmente, maior confiança por parte do paciente. 

A ferramenta utiliza uma série de fotografias e vídeos para facilitar a análise da relação entre dentes, gengiva, lábios e sorriso com as características faciais em moção e emoção. A partir disso, inicia-se o processo de design do sorriso, conforme explica Carla:

“Desenhos digitais são facilmente realizados sobre as fotos, seguindo uma sequência didática, e uma régua digital é disponibilizada para a comunicação precisa entre o técnico em prótese dentária e toda a equipe ao ser efetuado um design do sorriso.”

E por que é possível dizer que o DSD proporciona mais confiança por parte do paciente? Isso pode ser explicado com o seguinte trecho do capítulo:

“A interação entre paciente e especialista é aprimorada através de fotos e vídeos efetuados em várias etapas do tratamento. […] Uma vez que os requisitos técnicos restauradores são conectados aos desejos e à necessidade emocional do paciente, grandes resultados são alcançados.”

Portanto, o DSD não oferece apenas medições e referências faciais. Também proporciona uma análise aprofundada do caso, eficácia na comunicação entre a equipe, maior aceitação do tratamento e, principalmente, previsibilidade e segurança ao paciente.

Quem pode ser um designer de sorriso?

Não há como negar que o momento atual e o futuro é digital. Por isso, técnicos em prótese dentária que se dedicam a se adaptar às mudanças do mercado precisarão compreender cada vez mais a tecnologia digital. O DSD faz parte desse mundo tecnológico e facilitador, mas ele sozinho não é o suficiente para ser um designer de sorrisos.

Para isso, é preciso praticar percepção visual e artística. Afinal, entregar harmonia à face é um processo diferente para cada paciente. Então, qualquer profissional que esteja disposto a se dedicar ao aprimoramento pode ser um designer de sorriso. De acordo com Carla, é preciso exercitar o lado direito do cérebro para melhorar a visualização 3D e habilidades esculturais. 

Sendo assim, o caminho para se tornar um designer de sorrisos é treinar a percepção, a compreensão de composição, arranjo, perspectiva, entre outros aspectos artísticos. O aprimoramento e a busca pelo conhecimento é a única forma de manter-se em atualização e conquistar novos horizontes na profissão, mas, pode acreditar: a tecnologia será sua aliada nessa estrada.

E você, está buscando a evolução?

Ter um apoio nesse crescimento é importante. Por isso, a APDESPBR te convida a conhecer os conteúdos do Canal da Prótese, onde você pode ler sobre técnicas, áreas de interesse, o mercado, e muito mais!

Se você gostou do conteúdo desta matéria, te convidamos a conhecer o livro “A arte na prótese dentária – um universo em harmonia”, da Coleção APDESPBR com edição da Napoleão Quintessence. Para saber mais sobre a obra, clique aqui

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Fonte: Livro A arte na prótese dentária – um universo em harmonia | Capítulo 8, autora: Carla de Castro.


 

Redação Canal da Prótrese

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